Uma equipe do Ministério da Saúde estará em Brusque no próximo mês para alinhar a liberação de recursos para aumentar a quantidade de equipes do programa Saúde da Família e até da própria estrutura de Unidades Básicas de Saúde. A informação foi repassada pela secretária de Saúde da Prefeitura, Thayse Rosa, em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade FM nesta quarta-feira (11).
De acordo com a secretária, o deslocamento da equipe federal se deu a partir de contato feito por ela com o médico sanitarista Nésio Fernandes, que integra o Ministério da Saúde. A fala ocorreu durante o Congresso de Municípios, Associações e Consórcios (COMAC), organizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e realizado na cidade de São José no mês de setembro.
Thayse disse que, na ocasião, expôs ao representante do MS a necessidade de ampliar a quantidade de equipes que atendem o programa Saúde da Família, bem como o desejo de Brusque aderir a um programa federal chamado Saúde na Hora, com objetivo de conseguir mais recursos financeiros para a saúde brusquense. Atualmente, a cidade possui 34 equipes do Saúde da Família e poderia ter mais de 70.
“Com essas 34 conseguimos fazer de três a quatro mil atendimentos (por equipe). Com 74, podemos chegar a seis ou sete mil (atendimentos por equipe)”, frisou ela.
Uma primeira reunião da secretária com o representante do MS ocorreu poucos dias depois e uma segunda já foi marcada para esta quarta-feira, hoje. Porém, já está agendada a visita da equipe do ministério para novembro, com objetivo de avaliar a situação das UBS e coletar dados para atender ao pleito encaminhado.
“Eles vão passar três dias aqui. A ideia deles é: não adianta liberar 70 equipes se determinada UBS não tiver esturra. Quando você tem técnicos analisando o território, é diferente”, pontuou Thayse.
A visita da equipe federal também tem como objetivo conseguir fundos para ampliar o horário de atendimento das UBS, uma das bandeiras da atual secretária de Saúde.
Sobre a ampliação de equipes, ela afirma que a medida é necessária para assegurar mais recursos para a cidade. “Quando não se tem equipe completa, diminui a quantidade de recursos designados ao município”, finaliza Thayse.




