A prisão do vereador licenciado Jocemar dos Santos de Lima (DC) repercutiu na sessão da Câmara Municipal de Brusque nesta terça-feira (5).
A vereadora Patrícia Pickoz Freitas questionou se não há outros casos e até o envolvimento do Executivo, inclusive do prefeito André Vechi (PL).
"Que isso fique bem claro para nós até onde há envolvimento da Prefeitura e do prefeito. O Jocimar participou da eleição do atual prefeito. Tem, praticamente, uma secretaria inteira no governo que é do Jocimar", soltou ela.
O líder do governo, Rick Zanata (PATRI), rebateu e disse que o governo não vai passar pano na cabeça de pessoas que estejam envolvidas em corrupção. "Ninguém aqui vai passar pano como faz o seu partido", soltou ele.
A vereadora provocou um grupo de pessoas que aplaudiu Zanata dizendo que devem ficar atentas e cobrar o prefeito, que fica em horário de expediente batendo boca com cidadãos no Instagram.
Após a manifestação de Patrícia, o vereador Jean Pirola (Progressista) também se manifestou sobre o assunto. Ele disse que princípios constitucionais devem ser respeitados. Frisou que não vai se manifestar sobre o caso enquanto não houver o direito de defesa exercido pelos envolvidos.
"Tudo a seu tempo. O que ao podemos é julgar agora algo sem o devido processo legal", pontuou.
Autor da denúncia que terminou com a prisão de Jocemar, Eder Leite relatou momentos que antecederam o flagrante de prisão do colega de partido. Disse que aceitou a proposta de Jocemar porque precisava naquele momento.
"Tenho todas as provas. Levantei todas as provas. Ele vai ser julgado. Está tudo provado", pontuou.
Ele disse que Jocemar pedia que Eder votasse a favor de uma proposta de reajuste salarial dos vereadores que seria colocada em pauta.
Na tribuna, ele soltou um trecho do áudio em que gravou a conversa com Jocemar. Nela, o vereador licenciado afirma que a população esquece em poucos dias caso haja repercussão negativa sobre o caso do reajuste salarial para os parlamentares. Eder disse que a própria licença de Jocemar foi planejada para que ele não precisasse votar favorável ao suposto reajuste que poderia causar repercussão negativa na sociedade.
O presidente da Câmara, Cassiano Tavares (Podemos), disse que já se manifestou o que tinha que tinha que se manifestar sobre o caso.
Natal Carlos Lira (DC), que é presidente do partido, disse que a legenda não vai apoiar qualquer tipo de conduta ilegal.



