Após a divulgação de uma matéria no site da Rádio Cidade sobre um tumulto na UBS do bairro Águas Claras, na tarde desta quarta-feira (21), a mulher que jogou objetos no chão entrou em contato com a reportagem para dar sua versão dos fatos. Ela admite que o que fez foi errado, mas explica que estava exausta do descaso com a saúde de sua mãe, que enfrenta uma grave doença. Após o ocorrido, a mulher foi procurada para receber suporte inicial.
A mulher detalha que sua mãe sofre de acalasia, uma condição agressiva que afeta o esôfago e requer tratamento urgente. Ela relata que a família enfrentou diversas dificuldades para conseguir o atendimento médico necessário, sendo constantemente encaminhada entre a UBS, a Policlínica e a Secretaria de Saúde, sem resolução efetiva. Documentos importantes também estavam sendo mal gerenciados.
Atualmente, sua mãe está debilitada, pesando 42 kg, e precisa ser consultada por uma nutricionista com urgência para avaliar sua condição antes de qualquer cirurgia. A mulher tentou explicar isso durante o incidente na UBS.
Após o tumulto e a publicação da reportagem, a família começou a receber um suporte inicial da saúde municipal, com a entrega de alimentos e medicamentos necessários. No entanto, a mulher relata que os alimentos fornecidos pela UBS causaram mal-estar em sua mãe. Ela precisou adquirir alimentos específicos, que custam cerca de R$ 37 por litro e duram apenas um dia. A consulta com a nutricionista está agendada para 16 de setembro, e até lá, ela terá que custear esses alimentos.
A mulher lamenta que tenha sido necessário um tumulto para que sua mãe começasse a receber a ajuda necessária e afirma que está cansada de tentar obter suporte para sua mãe há meses, sem sucesso com a saúde do município.
A prefeitura prometeu entrar em contato o que até o fechamento da matéria ainda não ocorreu. Além disso, ao retornar à Secretaria de Saúde, não houve progresso na resolução de sua situação.




