Nesta segunda-feira (19), o programa Rádio Revista Cidade recebeu o secretário de Trânsito e Mobilidade de Brusque, Emerson Luiz Andrade, para falar sobre a campanha Maio Amarelo e os desafios envolvendo o uso de ciclomotores e veículos autopropelidos no município.
O secretário destacou que, embora Brusque já tenha uma lei e um decreto municipal sobre o tema, uma audiência pública marcada para o próximo dia 29, às 18h, na Câmara de Vereadores, buscará ouvir a população e debater ajustes na regulamentação, considerando o aumento de acidentes e o uso irregular desses veículos. "Esses equipamentos vieram para ajudar, mas têm sido mal utilizados, gerando riscos e insegurança no trânsito", afirmou.
Entre os pontos discutidos, Emerson ressaltou que o decreto vigente estabelece idade mínima de 18 anos, obrigatoriedade de uso de capacete e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). O secretário frisou que a ACC possui os mesmos critérios e custos da CNH e que, em muitos casos, vale mais a pena obter a habilitação completa.
Questionado sobre a fiscalização, Andrade explicou que o município está realizando uma pesquisa de destino dos usuários desses veículos, a fim de compreender os perfis e propósitos de uso. A fiscalização mais intensa deve ocorrer após a audiência pública, conforme as definições legais.
Durante a entrevista, também foi abordada a necessidade de ações educativas nas escolas, devido ao número crescente de estudantes que utilizam esses veículos sem capacete ou qualquer proteção. O secretário destacou projetos como o Trânsito Quiz e a intenção de criar uma escola pública de trânsito no município, com foco em educação desde a infância até o ensino superior.
A entrevista ainda trouxe exemplos de iniciativas individuais, como a de um pai que fixou na moto elétrica do filho um adesivo com seu número de telefone para receber denúncias de má condução. "Esse é o tipo de atitude que mostra a educação que começa em casa", pontuou Andrade.
Por fim, o secretário voltou a defender a responsabilidade e empatia no trânsito, reforçando que a educação é a chave para reduzir acidentes. “Não é só criar leis. O que resolve é o respeito às normas e às pessoas. O que está faltando hoje é empatia”, concluiu.



