Durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Cidade FM, o secretário municipal de Relações Institucionais, Rodrigo Cesari, comentou o pedido de informação feito pelo vereador Rogério dos Santos (Republicanos). A solicitação trata da participação de servidores e uso de veículos públicos durante uma ação institucional da prefeitura no jogo entre Brusque e Athletico-PR, realizado no dia 20 de maio, pela Copa do Brasil.
O objetivo da presença da equipe municipal foi divulgar a Fenarreco, festa tradicional da cidade, aproveitando a visibilidade nacional do evento esportivo. O pedido de informação cobra detalhes como modelos dos veículos utilizados, nomes dos servidores envolvidos, custos da ação, presença de terceiros nos veículos e os motivos da ausência da realeza da festa.
Cesari afirmou que apenas um carro oficial foi utilizado, pertencente à Fundação de Turismo (Fumtur), enquanto os demais integrantes da equipe usaram veículos próprios, com autorização formal.
O secretário destacou o alcance da ação nas redes sociais, com bom retorno de engajamento. “Esse material publicitário hoje já tem mais de 30 mil visualizações, várias curtidas, milhares de contas alcançadas, isso de maneira orgânica, sem patrocínio nenhum. Então, o nosso objetivo foi divulgar, sim, na cidade, e em virtude do jogo, a nossa festa, a principal festa da nossa cidade.
Sobre a ausência da rainha e das princesas da festa, Cesari explicou que o convite para a ação chegou na véspera do jogo, o que impossibilitou ajustar a agenda da realeza. Como alternativa, a equipe levou o mascote da festa, o marreco, símbolo também do time Brusque Futebol Clube.
A iniciativa partiu de um convite feito pelo próprio clube ao poder público, dentro de uma parceria institucional para divulgação da Fenerreco. Segundo Cesari, os recursos foram viabilizados diretamente pela Fundação de Turismo, que possui orçamento próprio para esse fim.
Questionado se o pedido do vereador teria motivação política, o secretário preferiu não especular, mas lembrou que pedidos de informação são um direito legítimo dos parlamentares. “Qual que deveria ser o objetivo do pedido de informação? É tirar dúvida do vereador, é esclarecer algum fato”, disse.
Por fim, Rodrigo reconheceu que a ação não estava prevista no cronograma oficial, mas que foi realizada diante da oportunidade de dar visibilidade à festa. “A gente viu que era uma boa oportunidade e a gente aproveitou”, concluiu.



