(VÍDEO) Moradora denuncia demora em atendimento médico mesmo com pedido de urgência

A reportagem da Cidade FM esteve, na residência de Tânia Raquel Maçaneiro Rístow, no bairro Azambuja, para ouvir um relato preocupante sobre dificuldades no acesso à saúde pública. Costureira e moradora da rua Leonardo Afflein, ela enfrenta problemas sérios de saúde que, segundo afirma, têm sido ignorados pelo sistema.

Tânia relata que começou a sentir problemas no olho esquerdo na semana passada e procurou atendimento no posto de saúde. “A médica me receitou um colírio, mas não resolveu. Ontem fui novamente ao médico e ele me encaminhou com urgência para o oftalmologista. Mesmo assim, o pedido foi negado pelo TFD (Tratamento Fora de Domicílio) ”, disse.

Segundo ela, a informação repassada pela equipe do setor responsável é de que uma consulta com o especialista só estaria disponível dentro de um mês. “Disseram que é urgência, mas só tem vaga daqui a um mês. Como isso é urgente? ”, questiona a moradora.

Ainda conforme relatado a reportagem da Cidade Fm, a moradora do bairro Azambuja foi até o posto de saúde com um problema no olho direito, foi diagnosticada com hemorragia conjuntiva, médico pediu atendimento com urgência e quando ela foi marcar colocaram ela na fila.

Além do problema ocular, Tânia também sofre com dores intensas nos ombros. Segundo a paciente, os encaminhamentos médicos vêm sendo feitos desde 2024, mas até agora ela não conseguiu realizar o tratamento adequado. “Tenho encaminhamento desde 2024. Agora, em 2025, fui encaminhada de novo, mas ninguém me chama. Perguntei e disseram que pode demorar dois anos”, contou.

Ela afirma que já passou por consulta com um especialista, mas o profissional não atendia especificamente a área de ombro, e mesmo assim tentou ajudar com orientações. “Ele era da mão e do joelho, não era o especialista correto, mas foi o que conseguimos. ”

A situação se torna ainda mais delicada porque Tânia trabalha como costureira e depende da visão para exercer sua função. “Minha vista está turva, não consigo enxergar direito, e sem isso não tem como eu trabalhar”, lamenta.

Nota da Secretaria de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que a paciente Tânia Raquel Maçaneiro Ristow já foi atendida em consulta oftalmológica, recebeu tratamento com colírios e, sem melhora, foi encaminhada ao especialista — com consulta antecipada para 10/07/2025.

Quanto ao ortopedista, ela aguarda o exame de Eletroneuromiografia desde 01/07/2025, com previsão de agendamento em até dois meses, devido à fila.

Mesmo assim, a paciente segue sendo acompanhada por ortopedista, fez ressonância em maio e tem nova marcada para 31/07/2025.