O ditado popular diz que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas essa expressão não vale para o senhor Rosalvo de Souza Quininho, de 69 anos. Em um intervalo exato de três meses, ele foi atropelado duas vezes no mesmo ponto da Avenida Dom Joaquim, em Brusque — em uma segunda-feira, quase no mesmo horário, enquanto atravessava a faixa elevada em frente à cancha do Venzon.
Nesta terça (8), a reportagem da Cidade FM conversou com o Seu Quininho, para que contasse mais sobre como aconteceram os atropelamentos.
O primeiro acidente foi em 7 de abril. Quilinho disse que havia ido até a cancha buscar comida. “Eu fui buscar uma marmita de rabada. Gosto muito”, conta. Segundo ele, um carro parou, mas outro, que vinha no sentido contrário, não freou. Ele disse que se lembra que a motorista saiu do carro e foi vê-lo preocupada.
O segundo atropelamento ocorreu no último dia 7 de julho. De novo, segunda-feira, mesmo local, mesmo horário. Rosalvo voltava da Cancha do Venzon após um evento com polenta e costelaço. “Meu amigo disse: ‘deixa pra amanhã, vai ser pior pra ti’. E foi.” Desta vez, ele sequer lembra do impacto: “Eu acordei no hospital. Não vi ninguém berrar comigo, não vi bombeiro me ajuntar, nada”.
Souza acreditava que três meses era o suficiente para andar pelas ruas de novo, mas confessou que cometeu um erro. “Tava me recuperando do primeiro ainda. Achei que 90 dias era o suficiente pra dar uma voltinha… mas fui pelo lado errado. Agora vou esperar um pouco”, diz. Mesmo abalado, ele reconhece que a sorte, de certa forma, esteve ao seu lado: “Já tô vivo, já tá bom”.



