A constante evolução da indústria automotiva tem exigido uma rápida adaptação por parte das oficinas mecânicas de Brusque. Tecnologias antes distantes da realidade local, como freios com ABS, sensores de faixa, piloto automático adaptativo (ACC) e motores híbridos e elétricos, já estão presentes nas rotinas de reparação. Para os mecânicos mais experientes, a mudança é notável. Ailton Rodrigo Perazza, coordenador do Núcleo de Oficinas Mecânicas da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) e Anderson Fischer, vice-coordenador, foram os entrevistados no Rádio Revista Cidade na manhã desta segunda-feira (28) e deram seus pontos de vista sobre as novas tecnologias na indústria automobilística.
“Anteriormente se criava algo e aquilo para chegar no mercado, para a gente ter acesso, se demorava muito tempo. E hoje não. Hoje, cria-se algo hoje, amanhã já é vendido, na semana seguinte já está dentro da nossa empresa”, comentou Ailton.
O novo perfil dos veículos exige mais do que conhecimento prático: demanda investimento em capacitação e equipamentos específicos. Anderson explicou que a atuação atual depende de diagnósticos precisos por meio de scanners avançados. “Hoje o carro entra para a gente e o cliente quer saber, quer ter um número, o que pode gastar, então é feito o diagnóstico, e em cima do diagnóstico a gente consegue passar para o cliente da melhor forma o que fazer”, destacou.
A dupla também falou sobre os desafios enfrentados pelas oficinas frente às transformações do setor. Eles lembraram que já viveram outras revoluções tecnológicas, como a transição do carburador para a injeção eletrônica nos anos 1990. “Na época, diziam que não ia funcionar, mas a engenharia não volta atrás. A mudança vem para ficar”, observou Fischer.
A presença de oficinas já preparadas em Brusque foi celebrada pelos entrevistados, que ressaltaram a importância da troca de experiências e capacitação contínua por meio do Núcleo. “Em Brusque, já tem oficina especializada que consegue trabalhar hoje, se você tem o seu carro elétrico, e levar lá naquela oficina, ela vai conseguir fazer um diagnóstico e vai conseguir trabalhar nesse carro da melhor maneira possível, para que atenda a todas as necessidades”, garantiu Perazza. Para ele, o futuro da reparação automotiva já começou — e só quem se atualizar estará pronto para acompanhá-lo.



