A primeira sessão da Câmara Municipal de Brusque após o recesso de meio do ano, realizada nesta terça-feira (5), foi marcada por fortes manifestações políticas com foco na esfera federal. Em discursos inflamados, vereadores usaram a tribuna para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O vereador Rick Zanata (Novo) puxou o tom da sessão com um pronunciamento contundente. Ele falou em censura, mencionou condenados ligados ao Partido dos Trabalhadores por corrupção e afirmou que é preciso reagir à situação política atual.
Felipe Hort (Novo) reforçou o discurso e destacou que o Senado Federal pode atuar para conter os avanços que considera autoritários. Ele cobrou pressão popular especialmente sobre a senadora Ivete Appel da Silveira (MDB), por ser representante de Brusque no Congresso.
Leonardo Schmitz (PL) engrossou o coro das críticas. Para ele, o Brasil caminha para se tornar uma nova Venezuela, com a implementação do comunismo no país.
Jean Pirola (União Progressista) também fez críticas pesadas ao sistema. “Infelizmente, aqueles que deveriam nos representar, Legislativo, Executivo e Judiciário, se uniram. Mas se uniram contra o povo”, afirmou, acrescentando que, segundo ele, só existe “a democracia do PT”.
Paulinho Sestrem (PL) voltou suas críticas à imprensa, chamando-a de “suja” e dizendo que “quem paga, leva”, em referência à atuação de veículos de comunicação.
A sessão evidenciou a busca dos vereadores de Brusque para colar nas pautas da direita conservadora e à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de firmar o tom de enfrentamento institucional visto em nível nacional.



