O reitor do Santuário de Azambuja, padre José Henrique Gazaniga, participou na manhã desta terça-feira (12) do programa Rádio Revista Cidade para falar sobre a tradicional Festa de Nossa Senhora de Azambuja, que acontece nos dias 15, 16 e 17 de agosto, em Brusque. “Queremos convidar a comunidade para rezar, celebrar e manter a tradição, que é importante não só para Azambuja, mas para toda a cidade”, afirmou. Neste ano, a festa contará com uma programação especial pelos 75 anos do Morro do Rosário.
Segundo o padre Henrique, a devoção a Nossa Senhora de Azambuja tem origem na chegada dos imigrantes italianos à região, há 150 anos, trazendo consigo a fé em Nossa Senhora de Caravaggio. “O título Nossa Senhora de Azambuja foi dado porque ali morava uma família com o sobrenome Azambuja e o bairro Azambuja. Então a Nossa Senhora, que é padroeira do nosso santuário, é Nossa Senhora de Caravaggio, que apareceu em Caravaggio, na Itália, a Joanita”, explicou. Ao longo das décadas, a festa se consolidou como a maior celebração do santuário, reunindo milhares de fiéis.
A programação religiosa deste ano inicia na sexta-feira (15), às 19h, com oração do terço e missa campal no topo do Morro do Rosário. No sábado (16), haverá missas às 16h e às 19h, seguidas da procissão luminosa e da queima de fogos silenciosos. No domingo (17), as celebrações começam às 8h30 e seguem ao longo do dia, com destaque para a missa festiva às 10h, presidida pelo arcebispo Dom Wilson. “Esse ano nós começamos no dia 15 para coincidir com a data da inauguração, que foi à noite, e a missa será celebrada lá em cima, na última estação do morro”, disse.
Além das celebrações religiosas, a festa contará com atrações gastronômicas e culturais. As barracas abrirão diariamente a partir das 15h, oferecendo o tradicional cachorro-quente de Azambuja, churrascos, pratos quentes e doces típicos.
Símbolo de fé
O Morro do Rosário, construído a partir de 1950, foi erguido por iniciativa do arcebispo Dom Joaquim Domingues de Oliveira para simbolizar o dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado naquele mesmo ano pela Igreja. “Esse dogma significa que Maria, tendo terminado a sua vida, foi elevada em corpo e alma ao céu. Então a igreja proclamou em 1950 esta verdade de fé para os católicos. E daí, nesse ano, Dom Joaquim, que era o arcebispo de Florianópolis, pediu que se construísse um monumento em homenagem a esta verdade de festa, a celebração da assunção de Nossa Senhora”, contou padre Henrique.
Ao longo das décadas, o local recebeu melhorias como calçamento, iluminação e restauração das imagens. “A gente vai cuidando porque é um bem da cidade, não é só de Azambuja. É da cidade inteira”, concluiu.



