A obra de macrodrenagem da Avenida Primeiro de Maio, em Brusque, deve trazer mudanças significativas no trânsito a partir da madrugada do dia 23 para 24 de agosto, quando começam as alterações viárias previstas para anteceder o início efetivo dos trabalhos. As informações foram detalhadas pelo secretário de Trânsito e Mobilidade, Emerson Luiz Andrade, durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade na manhã desta quarta-feira (13). Segundo ele, a intervenção, que tem previsão de seis meses de duração, busca resolver definitivamente problemas históricos de alagamento na região. “Mesmo sendo seis meses, mas há uma previsão que se encerre essas obras e volte à normalidade”, afirmou.
Durante a execução, o tráfego será desviado principalmente para a Rua Azambuja, considerada o percurso mais viável para aliviar o fluxo da Primeiro de Maio. “O apelo que a gente faz é que as pessoas procurem rota alternativa, desde a Primeiro de Maio para o trabalho, para as pessoas que residem ali, para o transporte coletivo”, destacou. Outras rotas, como a Gustavo Halfpap, também poderão ser utilizadas, mas o secretário alerta que não são tão adequadas por conta de trechos íngremes e riscos para motoristas pouco habituados.
Alternativas
O sistema “pare e siga” será implantado no trecho em obras, priorizando o sentido bairro–centro no período da manhã e centro–bairro à tarde, entre 17h e 19h. O espaço do canteiro da obra deve ocupar cerca de 50 metros, e mesmo sendo reduzido, provocará retenções. “Mesmo sendo curto espaço, vai ter o para e siga. Isso vai gerar congestionamento”, disse Emerson.
Entre as medidas para minimizar os impactos estão ajustes em semáforos, alterações de sentidos em cruzamentos estratégicos e priorização do transporte coletivo. A secretaria também planeja monitorar o fluxo nos primeiros dias para realizar eventuais correções. “Uma coisa que a gente coloca no papel e faz o planejamento é o ideal. Mas a realidade, muitas vezes, está bem distante do ideal”, pontuou.
Dificuldades
Além das mudanças pontuais para a obra, Emerson comentou sobre os desafios do trânsito em Brusque, que possui quase um veículo por habitante e enfrenta problemas históricos de planejamento urbano. “O espaço mais democrático que nós temos é o trânsito”.
O secretário também defendeu a ampliação da fiscalização, incluindo lombadas eletrônicas e controle de avanço de sinal, com o objetivo de reduzir acidentes e mortes. Brusque registrou 5 mil acidentes e 15 mortes em 2024. “Fui contratado com um propósito. Eu vim aqui pra mudar a história de trânsito. Mudar o histórico de trânsito na cidade de Brusque”, concluiu.



