Uma cavalgada em direção ao Santuário Santa Paulina, em Nova Trento, foi marcada por maus-tratos. O episódio aconteceu neste sábado e domingo (30 e 31), e foi filmado e exposto nas redes sociais da protetora independente e ativista animal, Bianca Machado, que interviu em dois casos.
O vídeo anexado à matéria está na ordem dos fatos. A imagem mostra a boca do cavalo e a língua marcadas e machucadas, devido ao atrito da embocadura. Mas, depois, a situação muda, e o animal aparece solto em um pasto, com acesso à água e comida.
A segunda filmagem mostra dois cavalos presos a uma charrete. Eles são obrigados pelos condutores a subirem um pequeno morro, mas não conseguem e, enquanto tentam se manter em pé, são instigados pelos chicotes a continuarem a subida. Na sequência, aparece outro cavalo que chega a derrapar na tentativa de completar o caminho.
Bianca chega a legendar o vídeo com a frase: “De nada adianta você crer em Deus se você é cruel com o que Ele criou”.
Futuro
A Cidade FM conversou com a ativista, que explicou que estão sendo feitas as identificações e provas do caso para, posteriormente, serem encaminhadas ao Ministério Público. Uma investigação será instaurada para penalizar cada um dos envolvidos.
Crime
A lei sobre maus-tratos é compreendida pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), e estabelece que é crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A sua pena pode variar da detenção de três meses a 1 ano, além de multa, mas pode aumentar a 4 anos caso seja contra cão ou gato (Lei nº 14.064/2020, chamada popularmente de “Lei Sansão”), além de multa e proibição da guarda.
Crimes de maus-tratos podem ser denunciados às autoridades pelo 190 ou 193.




