Uma moradora do bairro Limeira, em Brusque, enfrenta dificuldades para voltar ao mercado de trabalho por não conseguir vaga em creche para o filho de dois anos. Isadora Feitosa, de 25 anos, é pessoa com deficiência (PCD) e conta que, sem esse apoio, fica impedida de buscar emprego. “Eu quero voltar a trabalhar, mas sem creche não tem como”, desabafou.
Isadora já trabalhou em mercados, mas lembra que nunca teve oportunidade de crescer. “Sempre diziam que eu tinha que ficar embalando compras. Podia aprender outras funções, mas nunca me deixaram. Eu aprendo como todo mundo, só que não me deram chance.” Ela conta que mesmo mostrando laudos médicos, o rótulo de PCD travou qualquer possibilidade de avançar dentro das empresas.
Agora, a barreira é conseguir creche. “Eles falam que só teria prioridade se fosse ele o PCD, não eu, como mãe. Isso é injusto, porque eu preciso da vaga para poder trabalhar, comprar as coisas dele, sustentar minha casa. Hoje passo o dia todo em casa, cuidando dele, e não consigo voltar pro mercado de trabalho.”
A mãe dela, Luzimere Feitosa, relembra a trajetória de luta desde o nascimento da filha. “A Isadora nasceu em coma, teve paradas respiratórias, cardíacas e convulsões. Disseram que ela não ia amanhecer o dia, depois que nunca ia andar ou falar. Mas contrariou tudo isso. Sempre foi uma vitória.”
Luzimere se emociona ao falar da situação atual. “É muito triste ver ela formada, querendo trabalhar, sonhando em fazer faculdade, mas sem creche não consegue. A gente pede que as autoridades olhem para esses casos, que dêem prioridade. Não só para a nossa família, mas para tantas outras que passam pela mesma dificuldade.”



