Uma denúncia de suposto abuso físico e sexual contra uma criança de quatro anos mobilizou autoridades em Tijucas neste sábado (13). O caso veio a público após a mãe da menina gravar um vídeo denunciando a situação e pedindo apoio da comunidade.
Segundo o relato, a família percebeu na noite de sexta-feira (12) que a criança apresentava sinais de ferimentos na região íntima. A mãe afirma que, ao questionar a filha, ouviu dela que teria sido levada ao banheiro pela professora, acompanhada de outra aluna.
De acordo com a mãe, a menina já demonstrava resistência em frequentar a escola há meses, relatando medo da professora, que “batia nas costas dela”. A princípio, os pais acreditaram se tratar apenas de repreensões duras, mas passaram a suspeitar de algo mais grave após o surgimento dos ferimentos.
A criança foi levada ao hospital de Tijucas, onde, segundo a família, exames iniciais indicaram sinais compatíveis com abuso. Um boletim médico teria apontado indícios de agressão física.
O caso apresenta divergências quanto à identidade da possível agressora. Isso porque, de acordo com informações do Jornal Razão, a professora citada pela menina está afastada da escola por licença médica há mais de dois meses. Mesmo assim, a mãe afirma que a filha a reconheceu por foto.
Nas redes sociais, a mãe da criança afirmou estar sendo pressionada a “abafar” o caso, mas garantiu que seguirá lutando por justiça. “Não podemos deixar que isso aconteça com as nossas crianças”, disse, emocionada.
Medidas da Prefeitura
A Prefeitura de Tijucas divulgou nota oficial no fim da tarde de sábado (13), informando que já comunicou o Conselho Tutelar, o Ministério Público e a Polícia Civil, e que está colaborando integralmente com as investigações.
O município também informou que instaurará uma sindicância investigativa para apurar os fatos e, caso sejam confirmados indícios de responsabilidade, abrirá processo administrativo disciplinar que pode resultar em afastamento preventivo do servidor envolvido.
Além disso, a gestão municipal garantiu apoio psicológico à vítima e à família e ressaltou que não há, até o momento, identificação confirmada do responsável.
Próximos passos
O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público, enquanto a sindicância interna da Prefeitura busca esclarecer as circunstâncias e possíveis responsabilidades.



