O Tribunal do Júri de Brusque concluiu na madrugada deste sábado (20) o julgamento dos últimos réus acusados de envolvimento na morte do empresário Edinei da Maia. A principal acusada, Elisa Zierke dos Passos, foi sentenciada a 37 anos de prisão. O caso, conhecido na cidade como “Viúva Negra”, chocou a comunidade pelo envolvimento da própria esposa da vítima.
Além de Elisa, Jean Carlos Hang recebeu 28 anos de reclusão, e Patrick William Schlichting foi condenado a 35 anos. Todas as penas serão cumpridas inicialmente em regime fechado.
Planejamento e execução do crime
Segundo a investigação da Polícia Civil, o assassinato foi meticulosamente planejado. Para atrair Edinei, os criminosos marcaram um falso pedido de orçamento na cidade de Vidal Ramos. No local, ele foi rendido, amarrado e colocado em seu próprio veículo, sendo levado até o Morro do Gavião, na divisa entre Brusque e Canelinha, onde foi morto.
O local da cova havia sido preparado dias antes, e, segundo a polícia, os autores chegaram a comemorar antes de consumar o crime. O corpo só foi localizado após a prisão de um dos envolvidos, que revelou às autoridades seu paradeiro. Relatos indicam que Edinei sofreu múltiplos golpes.
Motivação e relações pessoais
De acordo com o Ministério Público, Elisa teria orquestrado o assassinato para assumir o controle dos bens e da empresa da família. Durante as investigações, ficou claro que ela mantinha um relacionamento extraconjugal com Júlio Cesar Durgo Sothe, conhecido como “Montanha”, apontado como executor do crime.
A acusada alegou, em sua defesa, que sofria abusos do marido, mas as versões não foram confirmadas pelas apurações policiais.
Julgamento e condenações anteriores
O processo envolveu depoimentos de diversas testemunhas, incluindo policiais civis que participaram da investigação. O caso teve grande repercussão local, não apenas pela violência, mas também pelo grau de premeditação do crime.
Em junho deste ano, outros três acusados já haviam sido condenados: Júlio Cesar Durgo Sothe e Robson de Amorim, com 27 anos cada, e Kauê Hans Becker, com 26 anos. Com as novas sentenças, as penas somam mais de 160 anos de prisão.



