O que deveria ser apenas uma moção de apoio acabou se transformando em um dos principais debates da sessão desta terça-feira, 30, na Câmara Municipal de Brusque. O documento, de autoria do vereador Pedro Corrêa da Silva Neto (PL) e subscrito por Paulinho Sestrem (PL), manifestava apoio ao projeto de lei da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), que propõe a instalação de câmeras de monitoramento dentro das salas de aula de escolas públicas e privadas de Santa Catarina.
A proposta e a moção foram fortemente contestadas pela vereadora Bete Eccel (PT), que afirmou que a medida fere o direito à imagem de professores e estudantes e representa uma forma de vigilância sobre educadores.
“Como ex-professora, não posso concordar com câmeras vigiando o trabalho em sala de aula”, destacou.
Já o autor da moção defendeu que a iniciativa atende a um clamor da sociedade. “Não vejo problema algum, quem não deve, não teme”, argumentou Pedro.
Outros parlamentares acompanharam sua posição, reforçando apoio à medida. Entre os argumentos estavam o de que câmeras de monitoramento poderiam esclarecer situações que muitas vezes geram controvérsias e versões diferentes.
Apesar do voto contrário de Bete Eccel, a moção foi aprovada pela maioria dos vereadores.
O projeto de lei de Ana Campagnollo está em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina mas já tem gerado inúmeros debates onde é levantado.



