O Instituto Nacional do Câncer (INCA) divulgou nesta sexta-feira (3) uma nova publicação com dados atualizados sobre a incidência, mortalidade e estratégias de prevenção do câncer de mama no Brasil. Intitulado Controle do câncer de mama no Brasil – 2025, o relatório apresenta um panorama nacional da doença, com destaques positivos, desafios persistentes e metas para os próximos anos.
Segundo Renata Maciel, chefe da Divisão de Detecção Precoce do INCA, a publicação serve como um guia para avaliar o que tem funcionado, o que precisa ser aprimorado e quais obstáculos ainda precisam ser superados. "O SUS tem ampliado o acesso à pulsão por agulha grossa, um procedimento fundamental para a confirmação do diagnóstico do câncer de mama", destacou. Ela também ressaltou a melhora, nos últimos três anos, no tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento, especialmente na Região Sul, que atualmente lidera com o maior percentual de casos tratados em até 60 dias.
Outro dado relevante apresentado pelo INCA é a mudança no perfil da mortalidade por câncer de mama: tem havido uma redução nas mortes entre mulheres mais jovens, enquanto a taxa entre idosas com 80 anos ou mais apresentou aumento. Para especialistas, esse dado reforça a importância de estratégias específicas para diferentes faixas etárias.
Apesar dos avanços, os desafios ainda são significativos. Renata Maciel aponta que a principal dificuldade está na organização da rede pública de saúde, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do país, onde os gargalos no acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento ainda comprometem os resultados.
Durante o lançamento da publicação, o INCA e o Ministério da Saúde também apresentaram a campanha nacional do Outubro Rosa deste ano. Com o tema “Cuidado das mulheres para prevenção e detecção precoce dos cânceres de mama e do colo do útero”, a ação tem como objetivo mobilizar a população feminina para a importância do autocuidado e da realização de exames regulares, como a mamografia e o exame preventivo (Papanicolau).



