O prefeito de Botuverá, Victor José Wietcowsky, participou na manhã desta sexta-feira (17) do programa Rádio Revista Cidade, onde falou sobre duas pautas que movimentaram o município: a polêmica em torno do ponto facultativo no Dia do Professor e as exigências apresentadas ao governo do Estado em relação à obra da barragem.
Logo no início da entrevista, o prefeito negou que tenha prometido folga aos professores e explicou que o dia 15 de outubro não estava previsto nos decretos que tratam dos pontos facultativos do ano. “Mas o dia do professor nunca esteve no decreto de ponto facultativo”, afirmou. Segundo ele, a prefeitura manteve o calendário normal de aulas, mas promoveu homenagens nas escolas e organizou cafés da manhã e da tarde para os educadores.
Wietcowsky rebateu as críticas da presidente do sindicato da categoria, que afirmou que a atual administração “desfez” uma prática tradicional. O prefeito classificou a fala como política e inverídica. “O que ela falou ali foi mentira”, disse. Ele acrescentou que a valorização do magistério ocorre por meio de ações concretas, como reajuste salarial acima da inflação, contratação de novos profissionais e melhoria das condições de trabalho.
A entrevista também abordou a construção da barragem de Botuverá, que deve gerar impactos diretos no município. O prefeito destacou que, embora a obra tenha importância regional, os benefícios imediatos serão maiores para Brusque e Itajaí. “A barragem é boa, muito mais para Brusque e Itajaí do que para Botuverá”, ressaltou.
Durante o programa, ele relatou que a prefeitura entregou um documento ao secretário estadual de Defesa Civil, Mário Hildebrandt, solicitando contrapartidas do Estado, como a construção de um desvio viário estimado em R$ 7,5 milhões, melhorias em saúde, educação e segurança, além da instalação de um quartel do Corpo de Bombeiros e dois grupamentos da Polícia Militar no município durante as obras.
Por fim, Wietcowsky expôs a situação precária da Defesa Civil de Botuverá, que, segundo ele, não tem estrutura suficiente para lidar com emergências. “A estrutura que a gente tem na defesa civil do município é três coletes e cinco cones”, revelou. O prefeito defendeu que as compensações e melhorias sejam garantidas antes do início da barragem, para evitar que o município arque sozinho com os impactos da construção.



