Na tarde desta quinta-feira (30), o Conexão 92 recebeu a acadêmica de Medicina Carolina Santos Bianchi e o coordenador do curso da UNIFEBE, Dr. Osvaldo Quirino de Souza, para falar sobre a premiação internacional conquistada pela estudante em um congresso realizado na Grécia.
Carolina apresentou um trabalho de pesquisa sobre venenos de serpentes que ficou em segundo lugar na competição científica, representando o Brasil e a UNIFEBE em um evento com participantes de diversos países.
Durante o programa, Carolina contou que o estudo foi desenvolvido em parceria com outras universidades brasileiras, analisando o veneno da cobra-coral e comparando com o de outras espécies.
“A pesquisa analisou o veneno da coral, comparando com venenos de cobras já estudadas, para entender qual parte dele causa os efeitos mais danosos ao cérebro”, explicou.
“A gente fala da fosfolipase A2, que é uma enzima presente nesses venenos e que pode ser responsável pelos danos neurológicos. Entendendo isso, podemos pensar em tratamentos mais direcionados e específicos para quem sofre picadas.”
Dr. Osvaldo Quirino de Souza, coordenador do curso de Medicina e neurocirurgião, destacou o orgulho de ver uma aluna da UNIFEBE sendo reconhecida internacionalmente.
“É um grande orgulho pra nós. A Carolina é o exemplo de aluna que a gente quer no curso, dedicada, estudiosa e comprometida. Esse prêmio mostra o potencial dos nossos acadêmicos e o resultado do esforço coletivo que o curso de Medicina vem fazendo desde o início. O curso é novo, mas já mostra resultados concretos, com alunos publicando, pesquisando e levando o nome de Brusque para o mundo.” afirmou.
Carolina comentou também sobre o início da trajetória e o apoio que recebeu da família e da universidade.
“Desde criança, meus pais me incentivaram muito a estudar. Sempre sonhei em ser médica. Quando o curso de Medicina abriu na UNIFEBE, foi uma grande oportunidade, porque pude continuar perto da minha família e com uma estrutura que me acolheu muito bem.”
Ela contou ainda que a pesquisa foi viabilizada por meio da IFMSA Brasil, a Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina, da qual faz parte como diretora nacional de intercâmbio de pesquisa.
“A IFMSA foi fundamental. Ela permite essa troca entre estudantes e pesquisadores de vários estados e até de outros países. Essa rede possibilita que a gente tenha acesso a projetos conjuntos, estágios e apresentações fora do Brasil”, disse.
Dr. Osvaldo também ressaltou que a pesquisa em saúde está cada vez mais interconectada entre países e instituições, e que esse tipo de intercâmbio fortalece a formação médica.
“Hoje, a medicina não tem fronteiras. A gente já teve alunos da Áustria e da Ucrânia estudando conosco, e agora nossos alunos estão indo pra fora também. A Carolina vai fazer um estágio em Bucareste, na Romênia, no setor de neurocirurgia, e isso mostra o quanto esse intercâmbio é enriquecedor. Todo mundo aprende: o aluno, a instituição e o paciente.”
Durante o bate-papo, Carolina também falou sobre a importância de unir a prática médica à pesquisa científica, mesmo ainda na graduação.
“Eu acho que a universidade tem esse papel de incentivar o estudante desde o início. Quando a gente participa de uma pesquisa assim, a gente aprende muito mais do que só na teoria. É um trabalho em equipe, tem quem escreve, quem coleta dados, quem faz a parte laboratorial e quem apresenta. E a apresentação também é importante, porque você precisa saber comunicar a ciência”, destacou.



