A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta segunda-feira (10) uma megaoperação batizada de “Pecado Capital”, com o objetivo de desarticular uma sofisticada organização criminosa responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na Grande Florianópolis.
A investigação, que durou dois anos, revelou a existência de um núcleo financeiro dedicado a criar empresas de fachada, entre elas bordéis e casas de entretenimento adulto, usados para movimentar e disfarçar o dinheiro do tráfico. O nome da operação faz referência justamente a esse esquema, que ligava o “pecado” à exploração de atividades voltadas ao prazer como fachada para os lucros ilícitos.
No total, a ação envolve 17 investigados e 32 empresas, com o cumprimento de 91 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em seis estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Amazonas.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 500 milhões em bens e a indisponibilidade de 28 imóveis, incluindo duas fazendas no Amazonas avaliadas em mais de R$ 100 milhões.
A operação mobilizou 240 policiais civis, sendo 170 de Santa Catarina e 70 de outros estados, reforçando a dimensão e o impacto da ação. Segundo a Polícia Civil, o foco é atingir os níveis mais altos da criminalidade, compostos por pessoas que não têm contato direto com a droga, mas controlam e lucram com a estrutura financeira do tráfico.



