A morte de Alisther Hubl do Rosário, de 22 anos, provocou uma onda de comoção entre familiares, amigos e colegas de estrada. O jovem caminhoneiro, natural de Itajaí (SC) e morador de Barra Velha, perdeu a vida em um grave acidente ocorrido na manhã de quarta-feira (12), na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná.
Casado e pai de um bebê, Alisther conduzia uma das carretas envolvidas na colisão que bloqueou totalmente o sentido Santa Catarina da rodovia. O impacto do acidente foi tão forte que mobilizou equipes de resgate e deixou o trânsito paralisado por várias horas.
A empresa NHC Transportes, para a qual o caminhoneiro trabalhava, divulgou uma nota de pesar lamentando profundamente a perda. No comunicado, a transportadora destacou o comprometimento e a alegria de Alisther no dia a dia:
“Deixou uma marca de carinho e respeito em todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, dizia a nota.
Um ato de coragem
De acordo com testemunhas, Alisther teria demonstrado um ato de coragem nos últimos instantes. Ao perceber que o caminhão havia perdido os freios, ele tentou manobrar o veículo em direção à área de escape, procedimento de segurança previsto para emergências na serra. No entanto, o local estava obstruído por um carro de passeio, o que impediu o uso da estrutura.
“Ele tentou livrar todo mundo”, contou o caminhoneiro James José, que também se envolveu na colisão.
Relatos apontam que a manobra de Alisther pode ter evitado uma tragédia ainda maior, poupando a vida de outros motoristas e passageiros que transitavam pela rodovia naquele momento.
Luto e homenagens
Nas redes sociais, amigos e colegas de profissão prestaram homenagens emocionadas ao jovem, descrevendo-o como um profissional dedicado e um homem de coração generoso.
“Um menino bom, apaixonado pela estrada e pela família”, escreveu um amigo próximo.
O corpo de Alisther foi velado e sepultado em Barra Velha (SC), sob forte comoção. Deixa esposa e um filho pequeno, além de uma legião de colegas que prometem manter viva sua memória.
“Ele se foi trabalhando, fazendo o que amava. Um verdadeiro herói da estrada”, resumiu um dos caminhoneiros que acompanharam o cortejo.




