O cenário político nacional e catarinense foi o eixo da fala do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), em entrevista em que ele voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e criticar a forma como a direita tem se organizado no país e em Santa Catarina. Em tom de análise e também de posicionamento, o prefeito falou sobre Judiciário, PL, governo federal, governo estadual e seu próprio projeto político para o futuro.
A entrevista foi concedida ao vivo na manhã desta segunda-feira (24), no programa Rádio Revista Cidade, da Cidade FM, que entrevistou o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Provocado a opinar sobre a prisão de Jair Bolsonaro e o embate com o Supremo Tribunal Federal, ele não poupou palavras: “Bom, primeiro, eu acho uma grande injustiça o que está sendo feito em relação ao ex-presidente Bolsonaro.” João reforçou a proximidade pessoal com o ex-presidente e afirmou que, mesmo não sendo filiado ao PL, sente-se à vontade para defendê-lo publicamente.
Ao analisar o ambiente político, o prefeito criticou o foco excessivo no embate ideológico e a falta de discussão sobre problemas concretos do país. Para ele, parte da direita perdeu tempo com provocações e disputas internas, em vez de priorizar pautas como infraestrutura, economia e reforma tributária. Em tom de diagnóstico duro, resumiu: “Nós estamos só discutindo... Faz quatro anos que não se produz nada.” Rodrigues também afirmou que Santa Catarina estaria “abandonada” pelo governo federal em questões estruturantes, como rodovias e investimentos de grande porte.
Questionado sobre seu projeto político em Santa Catarina, João Rodrigues se colocou como alternativa dentro de uma direita que ele considera dividida entre radicalização ideológica e moderação em busca de resultados. Disse buscar um alinhamento direto com a população, afastado de acordos de cúpula e composição por cargos: “O povo está com nojo desse cenário que está apresentado.” Ele defendeu o que chama de “modelo Chapecó de governar”, citando obras, parcerias com a sociedade e investimentos em educação técnica como exemplos de gestão que pretende levar para o debate estadual.
Na parte final da entrevista, o prefeito comentou ainda a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, considerada por ele legítima do ponto de vista legal, mas dependente da aceitação do eleitor catarinense. Rodrigues criticou a forma como o vereador do Rio estaria sendo tratado por aliados e por setores da mídia, ao mesmo tempo em que reforçou que seu grupo pretende lançar candidatos “da casa”, que conheçam a realidade catarinense. A conversa encerrou com o prefeito voltando a defender um projeto “catarinense, raiz”, baseado em alianças com a sociedade e em uma direita que, segundo ele, volte a discutir problemas reais do Estado e do país.



