(VÍDEO) Geladeira abandonada na Rua Azambuja reacende alerta sobre descarte irregular e risco ambiental
O descarte irregular de móveis e eletrodomésticos voltou a ser registrado na Rua Azambuja, em Brusque, e tem preocupado moradores e comerciantes da região. Nesta terça-feira (…), nossa reportagem flagrou uma geladeira desmontada deixada na calçada, no mesmo ponto onde, no dia anterior, havia também um guarda-roupa desmontado, um criado-mudo e um colchão. Parte desses itens já foi levada por alguém durante a madrugada, restando apenas a geladeira — ainda largada no local.
Segundo relatos, esse trecho da via, próximo a uma loja de instrumentos musicais, tem se tornado um ponto recorrente de descarte indevido. Nas últimas semanas, já foram encontrados no mesmo local sofás, armários e outros móveis abandonados, formando verdadeiras “ilhas” de lixo a céu aberto, sempre na calçada, prejudicando a mobilidade e causando transtorno aos moradores.
Risco ambiental: metais e componentes tóxicos expostos ao solo
No caso da geladeira, o problema é ainda mais grave. O eletrodoméstico está desmontado e exposto, deixando partes metálicas, tubulações e possíveis resíduos internos diretamente em contato com o chão. Esse tipo de material pode gerar contaminação do solo, já que geladeiras antigas contêm componentes como:
- Óleos lubrificantes;
- Gases refrigerantes;
- Metais pesados;
- Espumas químicas.
Quando abandonados de forma irregular, esses elementos podem infiltrar-se no terreno, prejudicar a qualidade do solo e, em casos mais severos, atingir a rede de drenagem e até cursos d’água.
Além do dano ao meio ambiente, o descarte inadequado expõe moradores a riscos de cortes, ferimentos, proliferação de insetos, acúmulo de sujeira e até focos de dengue.
Problema recorrente na Azambuja
A cena não é inédita. Moradores afirmam que a prática tem sido constante: móveis deixados à noite por pessoas que tentam se livrar do entulho sem acionar os serviços adequados. O problema se repete e, no dia seguinte, os objetos permanecem ali até serem recolhidos por catadores ou até pela própria prefeitura.
No entanto, como destaca a reportagem, não se trata de um ponto de coleta, e sim de descarte irregular — o que configura infração ambiental.



