A equipe da reportagem da Cidade FM, esteve na na rua TC002, transversal da Ângelo Lussoli, no bairro Tomas Coelho, para acompanhar as denúncias de moradores sobre problemas causados por obras inacabadas e bocas de lobo entupidas. A situação, segundo eles, se arrasta há semanas e tem dificultado a rotina de quem vive na localidade.
O morador Lucinaldo Melo, conhecido como Naldo, explicou que os transtornos começaram há cerca de três a quatro semanas, logo após o término de um serviço realizado pela Prefeitura. Segundo ele, apenas três dias depois da intervenção, a primeira chuva já provocou novos entupimentos.
“Entupiu tudo. A água desviou, passou por fora e levou a terra. A estrada está toda arregaçada”, reclamou. Ele ainda afirmou que, apesar de equipes terem retornado ao local por promessa anterior, o trabalho não resolveu o problema.
A moradora Simone relatou que o cenário é sempre o mesmo em dias de chuva:
“Temos que deixar o carro lá embaixo para conseguir subir. Eles vieram, fizeram um pouco, mas faltam as calhas. Desde então, ninguém voltou para terminar. Já faz dois meses que disseram que iam comprar o material.”
Ela conta que, após a intervenção da Prefeitura, a água passou a invadir sua residência — situação que não ocorria antes. “A rua está caindo, a água entra ali e empoça tudo. Antes nunca entrava.”
Outro ponto crítico é a dificuldade de acesso. A rua, que é sem saída, concentra diversas casas, muitas delas com moradores que trabalham com facção. Carregar e transportar mercadorias se tornou um desafio diário.
“Dois semanas atrás, o filho dele caiu com o carro no valo. Tivemos que chamar vizinho com caminhonete para guinchar”, relatou Naldo.
Os moradores afirmam que a solução passa por obras definitivas: instalação das calhas prometidas, meio-fio adequado e pavimentação.
“O que resolveria é colocar as calhas, arrumar as bocas de lobo e vir com o asfalto. Do jeito que está, não tem como continuar”, afirmou Simone.
Eles também criticam o abandono de trechos da obra, como um cone deixado na frente de uma residência e um enrocamento que não foi concluído. “Se alguém cair ali, morre”, desabafaram.
A comunidade afirma que há anos solicita melhorias e que as promessas não se concretizam.



