A situação das contas da Secretaria de Saúde de Brusque voltou ao debate público na manhã desta sexta-feira (28), durante o programa Rádio Revista Cidade. Muito se falou nos últimos meses sobre a existência de um “rombo” financeiro na saúde municipal, mas o presidente do Comusa (Conselho Municipal de Saúde), Robson Zunino, trouxe atualizações importantes sobre o tema e fez questão de apresentar o diagnóstico oficial baseado nos documentos já analisados pelo Conselho.
Zunino explicou que, diferentemente de sua última participação na emissora, quando ainda não havia documentos oficiais para embasar conclusões, agora o Conselho dispõe das prestações de contas do primeiro e segundo quadrimestres, que contemplam o período de janeiro a agosto deste ano. Segundo ele, o cenário atual é objetivo e permite uma resposta clara à população. “A prestação de contas que chegou no Conselho não apresentou déficit. Isso tem que ficar bem claro”, afirmou.
O presidente do Comusa destacou que o Conselho analisou todos os dados encaminhados pela Secretaria, apontou correções, levantou questionamentos e realizou contribuições técnicas, como ocorre em qualquer processo de avaliação financeira. Mesmo assim, o resultado permanece o mesmo: até agosto, não houve déficit entre o orçamento previsto e os gastos executados. Ele ressaltou, porém, que a avaliação completa só será possível ao fim do terceiro quadrimestre, quando entram na conta as despesas de setembro a dezembro.
Robson também comentou projeções e preocupações para o fim do ano, especialmente em áreas pressionadas pelo aumento da demanda, como a atenção primária e a realização de exames. Segundo ele, pode haver necessidade de suplementação orçamentária em algumas rubricas, o que será acompanhado pelo Conselho. O presidente destacou ainda um ponto considerado prioritário: a redução das filas de exames. Ele revelou que um novo edital foi aprovado e prevê investimento imediato. “São 6 milhões e 200 mil reais que serão investidos só para redução de filas agora, nesse próximo período”, disse.
Apesar da atenção aos desafios, Zunino reforçou que, até o momento, não há rombo nas contas da saúde municipal — apenas a possibilidade de ajustes no fim do ano, o que já está sendo discutido com a Secretaria. Ele encerrou destacando que a análise do último quadrimestre será determinante para confirmar a necessidade de novos aportes e apresentar o fechamento financeiro de 2025 com total transparência à população.



