A Receita Federal interceptou, na tarde de sexta-feira (28), uma carga de cocaína líquida camuflada em garrafas de refrigerante durante uma operação de rotina no terminal Portonave, em Navegantes. No total, 300 garrafas contendo o entorpecente estavam misturadas a uma carga regular que seguiria para a Eslovênia.
A descoberta foi possível graças a um conjunto de ações de inteligência, monitoramento constante e tecnologia, incluindo o uso de escâneres recém-adquiridos pela instalação portuária. O trabalho dos cães farejadores Daphne e Enzo também foi decisivo para confirmar a suspeita e localizar a droga.
Segundo o delegado da Alfândega da Receita Federal em Itajaí, André Bueno Brandão Sette e Camara, a quadrilha tentou mascarar o entorpecente diluindo a cocaína em guaraná para enganar a fiscalização. “Chegando no porto na Eslovênia, eles fariam a decantação do material, separando o líquido do sólido para obter novamente a cocaína pura. A quantidade exata ainda não é possível determinar porque a droga está diluída”, explicou.
O material apreendido foi encaminhado para a Polícia Federal, que irá instaurar inquérito para investigar a origem e o destino da carga. O delegado destacou que a repressão ao tráfico internacional tem sido intensa: somente este ano, a equipe de fiscalização portuária que atua em Santa Catarina e no Paraná já apreendeu mais de 2,5 toneladas de cocaína. Os cães farejadores, que trabalham em uma baia montada dentro da própria Portonave, têm sido fundamentais nas operações.
Sette e Camara reforçou que nem o exportador nem a empresa portuária estão envolvidos no crime e que o modus operandi do tráfico costuma se aproveitar de cargas legais para tentar despistar as autoridades. “A descoberta só foi possível porque a Portonave adquiriu dois novos escâneres. Eles foram essenciais para identificar a anomalia. O combate ao tráfico é feito combinando gerenciamento de risco, inteligência, tecnologia e o trabalho dos cães”, concluiu.
A investigação segue em andamento.



