A Delegacia de Investigação Criminal (DIC), por meio do delegado Fernando Farias, atualizou as informações sobre a Operação Confiança Quebrada, deflagrada na manhã desta quarta-feira (10) em Guabiruba. Segundo a Polícia Civil, o ex-gerente de uma instituição financeira é investigado por um esquema de estelionatos, falsidade ideológica e lavagem de capitais que teria causado um prejuízo aproximado de R$ 1,6 milhão a clientes e empresas do município.
O delegado explicou que o nome da operação resume a essência do caso, afirmando que “o nome da Operação Confiança Quebrada é justamente em decorrência de um abuso de confiança que o autor, o principal investigado, usou para praticar os crimes”. O suspeito, de 31 anos, atuou como gerente de contas em duas agências de crédito da cidade e usava a relação de proximidade com os clientes para obter senhas, intermediar empréstimos fraudulentos e manipular transações bancárias, sempre direcionando valores para contas próprias ou de pessoas próximas.
Conforme detalhou Fernando Farias, pelo menos 11 vítimas — entre pessoas físicas e empresas — tiveram suas contas manipuladas desde 2023. Para prolongar o esquema sem levantar suspeitas, o investigado realizava uma espécie de “compensação” entre contas, cobrindo desvios com dinheiro de outras vítimas. Nas buscas realizadas nesta quarta-feira, foram apreendidos notebooks, celulares, extratos e documentos bancários que auxiliarão na compreensão completa da dinâmica do golpe.
A Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de bens ligados ao investigado e a terceiros envolvidos. O delegado confirmou que “os bloqueios de bens foram determinados pelo juiz que o valor seria de 1.595.000, que é o valor apurado até o presente momento dos desvios”. A polícia ainda investiga a participação de possíveis laranjas que recebiam valores transferidos pelo suspeito e que, segundo a DIC, provavelmente tinham conhecimento da procedência ilícita do dinheiro.
O investigado foi preso preventivamente e encaminhado ao sistema prisional. Ele é casado, residente em Guabiruba e não possuía antecedentes criminais. Os próximos passos da investigação incluem a oitiva de pessoas que cederam contas ou nomes ao esquema e a confirmação do montante efetivamente bloqueado pela Justiça, além da análise do material apreendido nas diligências.



