Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, o debate sobre representatividade política voltou ao centro das discussões em Brusque e região, especialmente no meio evangélico. Um dos temas centrais é a organização do grupo cristão para ocupar espaços institucionais e influenciar decisões públicas, pauta que vem sendo construída há anos nos bastidores e agora ganha contornos mais explícitos.
Esse assunto foi abordado pelo pastor Marcus Foppa durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (16), no programa Rádio Revista Cidade, onde ele confirmou que colocou seu nome à disposição como pré-candidato a deputado estadual. Logo na abertura da conversa, o contexto eleitoral foi destacado: “Gente, olha, dois mil e vinte e seis já está aí, praticamente, e é um ano eleitoral.”
Segundo Foppa, a decisão não surge de uma ambição pessoal, mas de um processo coletivo construído dentro do Conselho de Pastores de Brusque, do qual ele participa há décadas. Ele explicou que, desde 2016, lideranças evangélicas vêm trabalhando para organizar o segmento como força representativa na sociedade, assim como ocorre em áreas como o empresariado, a educação e a segurança pública.
Durante a entrevista, o pastor enfatizou que a proposta da chamada “política cristã” não se limita à defesa de interesses religiosos, mas à atuação responsável em favor de toda a população. Ao comentar sobre o surgimento de novos nomes e articulações para o próximo pleito, ele destacou: “E as articulações, as conversas, os nomes para as disputas do ano que vem já começam a aparecer.”
Marcus Foppa também defendeu que, ao chegar a um cargo eletivo, o representante não deve atuar em favor exclusivo de um grupo, mas servir a sociedade como um todo, respeitando a diversidade e as instituições democráticas. Para ele, a presença de lideranças com trajetória comunitária na política pode contribuir para decisões mais equilibradas e conectadas com a realidade das famílias.
Ao final da entrevista, o pastor reforçou que a pré-candidatura ainda está em fase de diálogo e construção, incluindo conversas com diferentes partidos alinhados aos princípios do grupo. Ele afirmou que o momento é de escuta e organização, mas deixou claro que a disposição em disputar a eleição de 2026 já está posta, como parte de um projeto coletivo de participação e representatividade política.



