Danilo Visconti levou o debate político para um tom mais direto durante participação no Rádio Revista Cidade, e acabou reacendendo discussões sobre os bastidores do PL e o cenário de 2026 em Brusque. Empresário e ativista político, ele falou como quem quer marcar posição e, ao mesmo tempo, se colocar como voz ativa dentro do campo conservador no município.
A entrevista foi concedida na manhã desta segunda-feira (22) e teve como ponto central a polêmica levantada dias antes pelo prefeito de Brusque, André Vechi (PL), que comentou no ar sobre a filiação de Visconti ao partido e a forma como o processo teria ocorrido. Ao responder, Danilo buscou contextualizar a aproximação com o PL e disse que o convite para entrar na sigla não teria partido dele, mas de interlocutores ligados ao partido em nível mais amplo.
“Então esse interesse não veio do Danilo, de filiar ao partido, mas sim do partido, de ter o Danilo nos quadros”.
Visconti afirmou que houve resistência para que sua filiação fosse concluída em Brusque e que, por isso, acabou formalizando a entrada no partido por meio do diretório de Rio Negrinho, mantendo seu domicílio eleitoral em Brusque. Ele defendeu que a regra permite esse procedimento e disse enxergar a controvérsia como parte de um jogo político comum em períodos de articulação.
“Existe o domicílio eleitoral, que é o que está o meu título de eleitor, que é Brusque, e existe a filiação partidária”.
Ao falar do prefeito, Danilo adotou um tom crítico, mas sem fugir do assunto: questionou a postura de Vechi dentro do partido e disse que divergências deveriam ser tratadas com mais naturalidade dentro de uma sigla que se apresenta como liberal. Para ele, o debate interno faz parte da política e não deveria virar disputa pessoal.
A conversa também passou por temas de gestão e prioridades para a cidade. Visconti citou pontos que, na visão dele, merecem mais atenção e cobrou resultados em áreas como organização administrativa, ações públicas e planejamento. Ao mesmo tempo, afirmou que seu foco principal segue sendo o movimento conservador e que decisões sobre candidatura devem amadurecer mais adiante.
No encerramento, o empresário reforçou que pretende continuar participando do debate público e que vê Brusque como uma cidade que precisa discutir mais política com clareza, sem transformar críticas em ataques. A entrevista, no geral, deixou o recado de que o período pré-eleitoral já começou — e que as divergências dentro do próprio campo da direita devem seguir em evidência nos próximos meses.



