O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) vem adotando uma série de estratégias para garantir o abastecimento de água durante o período de verão, quando historicamente o consumo aumenta e problemas de distribuição costumavam ser registrados. Entre as ações estão investimentos em planejamento técnico, reorganização interna e intervenções pontuais na rede.
Os detalhes foram apresentados pelo diretor-presidente do Samae, Rodrigo Cesari, durante entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (8) ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. Logo no início da conversa, o dirigente explicou o motivo da participação no programa e citou manifestações da comunidade sobre obras e qualidade da água em algumas localidades.
Segundo Rodrigo, a melhora no abastecimento é resultado de um conjunto de fatores, especialmente ligados à gestão interna da autarquia. “Eu acho que a gente começa quando você consegue fazer um raio X e ter a verdadeira dimensão do que é a autarquia e ter a capacidade de colocar as pessoas certas no lugar certo”, afirmou.
O diretor-presidente também explicou que, para garantir água em áreas mais altas, foi necessário aumentar a pressão na rede, mesmo ciente das consequências. “Então a gente fez a escolha de fazer com que não faltasse água, pressurizar a rede, arcar com a consequência dos rompimentos e a nossa equipe trabalhou muito e agiu de maneira ágil em relação a esses rompimentos”, ressaltou.
Além das ações emergenciais, Rodrigo adiantou que o Samae já trabalha em soluções de médio e longo prazo, como a ampliação da capacidade de reservação e novos investimentos em infraestrutura. “Então, foi uma série de ações que a gente fez durante esse período, que a gente continua fazendo, para garantir que a população não fique desabastecida, que a população não fique sem água”, concluiu.
Por fim, o diretor-presidente reforçou que o Samae segue monitorando o sistema diariamente e que a população pode colaborar comunicando vazamentos e irregularidades assim que identificados. A orientação é para que os registros sejam feitos pelos canais oficiais da autarquia, permitindo respostas mais rápidas e contribuindo para a manutenção do abastecimento em todas as regiões.




