As obras de macrodrenagem na Avenida Primeiro de Maio, em Brusque, seguem impactando diretamente o comércio local, especialmente no trecho onde está localizada a SJ Motomarine Parts, loja tradicional da região. A interdição total da via tem reduzido de forma significativa o fluxo de veículos, dificultando o acesso de clientes e fornecedores aos estabelecimentos instalados ao longo da avenida.
O proprietário do comércio, Junior Souza, relata que a queda no movimento começou ainda no início da obra e se intensificou com o fechamento completo da pista. Segundo ele, o modelo de atendimento da loja depende muito da circulação espontânea de motociclistas que passam pela via e aproveitam para realizar serviços rápidos, como troca de óleo e pneus. “O impacto financeiro, ele é eminente e real, assim, aqui da loja”, afirmou.
De acordo com o comerciante, a interdição total da avenida acabou eliminando esse fluxo natural de clientes. Ele avalia que a obra poderia ser executada com menos prejuízos ao comércio, mantendo ao menos meia pista liberada em determinados períodos. “Acho até desnecessário, posso estar enganado, mas acho que a meia pista dava para conduzir tranquilo”, disse Junior.
Outro ponto destacado é a falta de informação clara para a população. Placas indicando interdição total acabam afastando não só clientes, mas também fornecedores, que muitas vezes deixam de realizar entregas por acreditarem que o acesso é completamente inviável. Isso tem gerado, inclusive, falta de mercadorias em alguns momentos, agravando ainda mais os impactos financeiros para os lojistas.
Apesar das dificuldades, Souza reconhece a importância da obra, especialmente por conta dos históricos problemas de enxurradas enfrentados na região ao longo dos anos. No entanto, ele defende que os trabalhos poderiam ser conduzidos de forma a minimizar os prejuízos ao comércio local, com melhor planejamento, comunicação e alternativas de acesso enquanto as intervenções seguem em andamento.




