O Centro Automotivo Dracena, localizado na Avenida Primeiro de Maio, em Brusque, foi mais um dos comércios ouvidos na série de reportagens que acompanha os impactos das obras na região. O proprietário Joel Nascimento Félix, conhecido pelos clientes como Chico, recebeu a equipe para mostrar a rotina da oficina e comentar como as intervenções têm afetado o dia a dia do negócio.
Segundo o comerciante, o movimento de clientes não diminuiu, mas os transtornos de acesso passaram a ser frequentes. “A reclamação seria o acesso, a questão financeira a gente não pode falar, porque graças a Deus, vocês estão vendo como é a oficina, e as pessoas acostumadas com trazer carro, eles vão trazer, mas há muita reclamação por acesso, dificuldade para chegar, dificuldade para entregar peça, eles ficam perdidos ligando, não tem acesso, a gente pode chegar, então isso está dando, criando um certo transtorno, certa dificuldade para chegar até aqui”, relatou.
Joel explica que o problema afeta tanto clientes quanto fornecedores, especialmente na entrega de peças maiores, feitas com furgões. Mesmo motociclistas, que teoricamente teriam mais facilidade, enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas. O resultado são ligações constantes e atrasos, o que gera insegurança e perda de tempo para quem precisa acessar a oficina.
Apesar das críticas, o empresário reconhece a importância das intervenções, mas cobra mais organização e diálogo com quem mantém o comércio funcionando diariamente. “A obra é muito importante, mas está faltando um pouco de bom senso pelo comércio, por tudo, porque até nós estamos comentando hoje, parece que está todo mundo na praia e nós estamos sozinhos aqui, entendeu?”, afirmou.
Para Joel, a principal queixa é a falta de planejamento no bloqueio de acessos, especialmente em dias úteis. Ele defende que as obras avancem, mas com medidas que garantam entrada e saída seguras, evitando prejuízos e transtornos a comerciantes e clientes que dependem da mobilidade na região.



