A rotina de eventos climáticos extremos e os alertas cada vez mais frequentes reforçam a necessidade de municípios investirem em prevenção, estrutura e planejamento para reduzir danos em situações de risco. Em Brusque, a Defesa Civil tem buscado avançar nessa área com programas de educação, melhorias em sistemas de monitoramento e integração entre secretarias.
Somente depois desse panorama, o tema foi detalhado na entrevista da manhã desta sexta-feira (16) no programa da Cidade FM, com o coordenador da Defesa Civil de Brusque, Edevilson Cugiki, que explicou o que é o ICM (Indicador de Capacidade Municipal de gestão de riscos e desastres) e como Brusque vem se destacando nos critérios avaliados. “É um indicador, o ICM é um indicador de capacidade municipal de gestão de riscos e desastres.”
Segundo Cugiki, o índice foi criado pelo governo federal e, nas primeiras rodadas, muitos municípios ainda não haviam estruturado os cadastros e documentos exigidos para pontuar. Ele afirmou que Brusque começou a organizar esses registros logo no início e conseguiu alcançar posições de destaque no estado, chegando à pontuação máxima após a conclusão de um plano municipal ligado à redução de riscos.
Na entrevista, o coordenador também relembrou como eventos passados impulsionaram a estruturação do setor no município, citando enchentes e a evolução de equipamentos e treinamentos ao longo dos anos. Ele avaliou que a Defesa Civil “vem numa crescente”, mas ainda precisa avançar, principalmente na consolidação de uma cultura de prevenção que envolva toda a comunidade.
Ao falar sobre tecnologia, Cugiki citou a evolução dos alertas no país e destacou o uso do Cell Broadcast, ferramenta que permite o envio de mensagens de emergência para celulares em áreas específicas sem necessidade de cadastro prévio. Ele explicou que há níveis diferentes de alerta e que o nível mais alto, capaz de disparar uma sirene mesmo com o aparelho no silencioso, ainda não foi utilizado na região.
Por fim, o coordenador reforçou que o trabalho também depende de estrutura humana e da participação da população. Ele citou que Brusque conta hoje com 17 pessoas na Defesa Civil e defendeu que a mudança cultural precisa começar pela base, com ações nas escolas. “A gente diz que a gente tem que começar, né? A mudança de cultura começa por baixo, né? Na base."



