O Conexão 92 desta terça-feira (20) recebeu Joel Rodrigues dos Santos, diretor do Sintrafite, para analisar os números mais recentes da cesta básica e o impacto no dia a dia de quem vive com renda apertada. O levantamento é realizado mensalmente e serve como termômetro do custo de vida dos trabalhadores.
De acordo com Joel, o ano começou com aumento no valor da cesta básica. Entre novembro e dezembro, foi registrada alta de 1,94%, acompanhando a tendência observada na maior parte do país. Dos itens pesquisados, a carne voltou a ser um dos principais vilões, com elevação superior a 3%, além da batata, que teve aumento acima de 10%, e da banana, que também apresentou forte alta.
Mesmo com oscilações ao longo do ano, a comparação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025 mostra que o valor da cesta se manteve relativamente estável, com pequena variação. Ainda assim, Joel destacou que o principal problema não é apenas o preço dos alimentos, mas o baixo salário do trabalhador, que acaba comprometendo grande parte da renda mensal apenas com itens básicos.
Durante a entrevista, o diretor explicou como a pesquisa é feita, com visitas a dez mercados ao longo do mês, sempre seguindo critérios técnicos definidos pelo Dieese para garantir fidelidade e credibilidade nos dados. Segundo ele, essas informações são importantes não só para orientar a população, mas também para embasar negociações salariais conduzidas pelos sindicatos.
Ao final da participação, Joel também aproveitou o espaço para divulgar uma ação social do Sintrafite. O sindicato está realizando a entrega do kit de material escolar aos associados, com atendimento iniciado no dia 12 de janeiro e que segue até 6 de fevereiro. A entrega ocorre no segundo piso da sede do sindicato, mediante apresentação do carteirinho de associado, de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 15h30 às 18h.
Têm direito ao benefício os trabalhadores que continuam estudando e também seus dependentes de até 16 anos. No ano passado, foram entregues 5.602 kits, e a expectativa para este ano é alcançar 6 mil unidades, contribuindo para reduzir os custos das famílias neste período de volta às aulas.
Joel reforçou que, para muitas famílias, especialmente aposentados e quem recebe salário mínimo, a cesta básica continua sendo um peso significativo no orçamento, o que evidencia a necessidade de políticas que valorizem o poder de compra e garantam condições mais dignas de sobrevivência.




