Na tarde desta segunda-feira (19), o Conexão 92 recebeu Joci Luiz de Souza, novo coordenador do Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região. Na entrevista, ele falou sobre os primeiros passos à frente da coordenação, os planos para 2026 e confirmou que a primeira reunião do ano do Fórum está marcada para 9 de fevereiro.
Joci destacou que chega ao comando após atuar por três anos como secretário-geral do Fórum e reconheceu o desafio de dar sequência ao trabalho do ex-coordenador. “Substituir uma pessoa como Izaías, que fez um trabalho excelente, não é fácil. Mas a gente vai fazer o possível e impossível para igualar e tentar fazer melhor”, afirmou.
Entre os avanços citados, ele ressaltou a criação de um “braço” interno voltado à área de convênios e benefícios, iniciativa implantada nos últimos anos para ampliar vantagens aos trabalhadores. Segundo o coordenador, o Fórum reúne 11 entidades sindicais e atende, de forma direta, cerca de 35 mil trabalhadores na região. “A gente está sempre renovando convênios, renovando benefícios, para fortalecer e conseguir preços melhores para o nosso sócio, para o trabalhador”, disse.
Durante a conversa, Joci também adiantou que o Fórum pretende manter campanhas já tradicionais e discutir novas ações ao longo do ano, mas destacou que as definições passam pelo aval coletivo das entidades participantes. “A gente já começou a elaborar algumas situações que não tinha, permanecendo as que deram certo. Mas preciso passar primeiro pelos demais membros”, explicou.
Um dos temas antecipados foi a organização do Movida, ação voltada à saúde e segurança do trabalhador, prevista para 28 de abril de 2026, em Brusque. Joci afirmou que a proposta é realizar uma mobilização em local fixo, no pavilhão da Fenarreco, com palestras e participação de entidades, universidades e comunidade. “Queremos fazer algo fixo, com palestrantes, num local mais tranquilo, para as pessoas entenderem o que é o Movida e por que ele existe”, comentou.
Ele destacou ainda que o movimento busca ampliar o debate sobre acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e prevenção, citando dados nacionais como forma de contextualizar a importância do tema. “É um movimento em defesa da saúde e segurança e qualidade de vida na classe trabalhadora”, resumiu.
O coordenador confirmou que o Fórum também deve continuar acompanhando pautas permanentes, como saúde, relações com o Legislativo e informes mensais, além de discussões ligadas às negociações coletivas em diferentes categorias. “Brusque ainda consegue manter aumento real em muitas categorias, com muita luta”, afirmou, citando exemplos de negociações e variações conforme a data-base de cada setor.



