O ônibus que tombou na BR-251, no Norte de Minas Gerais, na noite de quarta-feira (21), e deixou cinco pessoas mortas, entre elas um bebê, operava de forma clandestina, segundo informou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O veículo seguia em direção a Santa Catarina quando o acidente ocorreu, no município de Francisco Sá.
Em nota oficial, a ANTT afirmou que a empresa responsável não possuía autorização para realizar transporte rodoviário interestadual de passageiros. “Tanto o veículo quanto a empresa responsável não estão regulares junto à ANTT para a prestação desse tipo de serviço, o que caracteriza a operação como transporte clandestino”, declarou a agência.
De acordo com registros da fiscalização, o ônibus já havia sido autuado ao menos 30 vezes desde o ano passado. Destas, 25 infrações foram por evasão de postos de pesagem e outras cinco por irregularidades diversas, como a ausência de equipamentos obrigatórios e a realização de transporte sem autorização. O veículo chegou a ser apreendido em outubro de 2025 em razão das irregularidades constatadas à época.
Mesmo após a apreensão, o ônibus voltou a circular. Ele havia saído de Arapiraca, em Alagoas, com destino a Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, quando tombou na descida da Serra de Francisco Sá. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) trabalha com a hipótese de que um problema nos freios tenha provocado o acidente.
Além das cinco mortes confirmadas, nove passageiros foram socorridos com múltiplas fraturas e escoriações. Outras 34 pessoas não sofreram ferimentos ou apresentaram lesões leves. Ainda conforme informações do Corpo de Bombeiros e da PRF, há indícios de que três motoristas se revezavam na condução do ônibus, porém o condutor que dirigia no momento do acidente não foi localizado no local.
A ANTT reforçou, por meio de comunicado, a importância de que os passageiros utilizem apenas serviços devidamente autorizados. “Como forma de garantir maior segurança nas viagens interestaduais, recomendamos que os usuários verifiquem a regularidade das empresas e veículos. Em caso de dúvidas, o contato pode ser feito pelo telefone 166”, destacou a agência.




