A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou um advogado e dois empresários por suspeita de coação a testemunha no processo que investiga os maus-tratos e a morte do cão comunitário Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (27), durante entrevista coletiva concedida pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, e pela delegada da Delegacia de Proteção Animal da Capital, Mardjoli Adorian Valcaregg.
Segundo a delegada, os três homens possuem vínculo familiar com os adolescentes suspeitos de envolvimento no crime, sendo dois pais e um tio. O indiciamento foi realizado na noite desta segunda-feira (26), após a conclusão do inquérito que apurava a tentativa de coagir uma testemunha do caso.
Mardjoli informou ainda que mais de 20 pessoas já foram ouvidas no decorrer das investigações, entre elas síndicos dos condomínios onde os suspeitos residem e moradores da região. Já os adolescentes apontados como autores das agressões são interrogados em procedimento separado, conduzido pela Delegacia de Adolescente em Conflito com a Lei.
De acordo com a Polícia Civil, o cão Orelha foi vítima de maus-tratos entre a madrugada dos dias 3 e 4 de janeiro. O animal chegou a ser encaminhado para atendimento veterinário, mas, em razão da gravidade dos ferimentos, acabou sendo submetido à eutanásia. Quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento no espancamento e na morte do cão.
As investigações contam com um vasto material probatório. Conforme a delegada, mais de mil horas de imagens captadas por câmeras de segurança instaladas nas proximidades da Praia Brava foram analisadas, permitindo à polícia reconstituir a dinâmica do crime.
O inquérito que apurou a suposta coação praticada pelos familiares foi concluído na noite desta segunda-feira e encaminhado para os procedimentos judiciais cabíveis.



