Os adolescentes suspeitos de agredirem brutalmente o cão comunitário Orelha, que acabou sendo submetido à eutanásia em Florianópolis, também teriam tentado afogar outro cachorro conhecido por moradores da Praia Brava, região nobre da Capital. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Segundo apuração do g1, o segundo animal, chamado Caramelo, costumava acompanhar Orelha e chegou a ser levado ao mar pelos suspeitos, mas conseguiu escapar. Posteriormente, o cachorro foi adotado por moradores da região.
No âmbito das investigações, uma operação realizada na segunda-feira, 26 de janeiro, cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas investigadas por maus-tratos a animais e por coação no processo que apura a morte de Orelha. A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões. As diligências ocorreram nas residências dos adolescentes e de seus responsáveis legais.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, dois dos adolescentes permanecem em Florianópolis e foram alvos da operação. Os outros dois estariam nos Estados Unidos, em uma viagem previamente programada.
A morte de Orelha, um cão comunitário de cerca de 10 anos, causou grande comoção nas redes sociais e mobilizou moradores, protetores da causa animal e celebridades, que passaram a cobrar respostas das autoridades e pedem que o caso não caia no esquecimento.



