No Rádio Revista Cidade desta sexta-feira (30), o programa recebeu os mecânicos Douglas Visnieki e Edvan Ferrari, que falaram sobre manutenção preventiva, cuidados básicos e decisões que fazem a diferença na segurança e no bolso do motorista, independentemente da marca ou do ano do veículo.
Com ampla experiência na área, Douglas atua na mecânica desde 2006, com passagem por concessionárias e cargos de chefia em oficina. Edvan soma cerca de 10 anos no ramo, com atuação em autoelétrica, oficinas multimarcas e concessionárias. Juntos, os dois estão à frente da Ferrari Soluções Automotivas, empresa que completa cerca de três meses de atividade e já ultrapassou a marca de 100 veículos atendidos.
Durante a entrevista, os mecânicos reforçaram que problemas mecânicos não surgem do dia para a noite. No caso do câmbio automático, por exemplo, os sinais aparecem gradualmente, como trancos e dificuldade na troca de marchas. A orientação é clara: ao perceber qualquer anormalidade, o ideal é não forçar o veículo, procurar um local seguro, sinalizar corretamente e acionar o seguro ou guincho.
Outro ponto destacado foi a importância da manutenção preventiva, que costuma ser mais barata do que a corretiva. Segundo os entrevistados, itens simples e de baixo custo, se negligenciados, podem gerar danos muito maiores. A recomendação é troca de óleo a cada 5 mil quilômetros e revisão geral a cada 10 mil, além da atenção ao tempo de uso de componentes como correia dentada, fluidos e óleo do motor, que possuem validade mesmo com o carro parado.
Douglas e Edvan também esclareceram dúvidas sobre os diferentes tipos de revisão oferecidos no mercado. Eles explicaram que a Ferrari Soluções Automotivas não trabalha com pacotes fechados, como revisão básica ou premium. O processo é feito por diagnóstico completo, com fotos, vídeos e explicações item a item, permitindo que o cliente acompanhe tudo e autorize cada serviço antes da execução.
A entrevista abordou ainda a falta de peças no mercado, problema que se intensificou após a pandemia. Em alguns casos, até peças compradas diretamente de montadoras enfrentam longos prazos de entrega. Os mecânicos alertaram também para o risco de peças falsificadas e destacaram que componentes ligados à segurança não devem, em hipótese alguma, ser substituídos por peças usadas.
Outro serviço destacado foi a inspeção veicular para compra de usados, que avalia o estado geral do carro, sistemas mecânicos, eletrônicos e histórico do veículo, ajudando o comprador a tomar uma decisão mais segura e consciente.
Por fim, Douglas e Edvan falaram sobre carros elétricos, híbridos e a combustão. Segundo eles, não existe carro ruim, mas sim veículo que não atende à necessidade do condutor. Para uso urbano, o elétrico pode ser uma boa opção. Já para quem viaja com frequência, o modelo a combustão ainda oferece mais praticidade. O híbrido surge como alternativa intermediária, desde que o perfil do motorista seja levado em conta.
A entrevista reforçou que cuidar do carro é cuidar da segurança, e que informação e prevenção continuam sendo os melhores caminhos para evitar transtornos na estrada.



