A Polícia Civil de Santa Catarina informou neste sábado (31) que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada nas redes sociais como suposto envolvido no crime de maus-tratos contra o cão Orelha, no bairro Praia Brava, em Florianópolis, não participou das agressões ao animal.
Segundo a polícia, o adolescente não aparece nas imagens analisadas durante a investigação e a família apresentou provas de que ele não estava no local no dia dos fatos. Com isso, o jovem passa a ser tratado como testemunha no inquérito. Os outros três suspeitos devem ser ouvidos em data ainda não divulgada.
A Polícia Civil também esclareceu que, até o momento, não há indícios de que o crime tenha relação com desafios promovidos por grupos criminosos em redes sociais, informação que circulou como boato nos últimos dias.
O cachorro, conhecido como Orelha ou Preto, vivia há mais de 10 anos na região da Praia Brava e era cuidado por moradores e pescadores. Após as agressões, o animal foi encontrado ferido em uma área de mata, socorrido por moradores e levado a uma clínica veterinária, onde não resistiu.
No decorrer das investigações, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra adolescentes e um adulto. Além disso, um advogado e dois empresários foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha. A Polícia Civil reforçou que o inquérito segue em andamento e que divulgações indevidas podem prejudicar o trabalho investigativo.



