Casos recentes de maus-tratos a animais, como o espancamento do cão comunitário Orelha por adolescentes em Florianópolis, trouxeram novamente à tona o debate sobre a banalização da violência e a importância da educação como ferramenta de prevenção. Especialistas e organizações apontam que agressões contra animais podem indicar outros tipos de violência e reforçam a necessidade de ações educativas desde a infância.
Organizações não governamentais que atuam na proteção animal defendem que o contato supervisionado com animais ajuda no desenvolvimento da empatia e na redução de comportamentos agressivos. O Instituto Ampara Animal, por exemplo, lançará a campanha “Quebre o Elo”, que destaca a ligação entre a violência contra animais e outras formas de agressão, especialmente contra grupos vulneráveis.
A proposta da chamada educação humanitária em bem-estar animal busca ensinar crianças e adolescentes a respeitar os animais como seres sencientes, capazes de sentir medo, dor e afeto. Segundo representantes das ONGs, a interação gradual, o cuidado e o exemplo no dia a dia são fundamentais para formar cidadãos mais conscientes e empáticos.
Iniciativas práticas também vêm sendo adotadas em abrigos, como visitas monitoradas, passeios com cães e participação de jovens em feiras de adoção. Além de ajudar na socialização dos animais, essas ações promovem senso de responsabilidade e cuidado nos participantes.
No setor público, programas como os desenvolvidos pela Prefeitura de São Paulo reforçam a guarda responsável e a educação ambiental por meio de visitas escolares a centros de adoção. Projetos como o “Superguardiões” e o “Leituras”, que incentiva crianças a lerem para cães e gatos, mostram resultados positivos tanto na conscientização quanto no estímulo à adoção.
Especialistas ressaltam que adotar um animal exige planejamento, responsabilidade e compromisso de toda a família, sendo essas medidas essenciais para evitar novos casos de abandono e violência.



