Caso Orelha: inquérito aponta adolescente e Polícia Civil solicita internação

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha, caso ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi formalizado com a conclusão do inquérito policial nesta terça-feira (3). No mesmo procedimento, outros quatro adolescentes foram representados por envolvimento no caso do cão Caramelo, que também foi vítima de agressões, mas sobreviveu.

De acordo com a investigação, o adolescente deixou um condomínio na Praia Brava por volta das 5h25min do dia 4 de janeiro de 2026 e retornou cerca de meia hora depois, por volta das 6h, acompanhado de uma amiga. Esse deslocamento passou a ser considerado um ponto de contradição em seu depoimento. Ao longo do inquérito, a Polícia Civil ouviu 24 testemunhas e chegou a investigar oito adolescentes como suspeitos.

Entre as provas reunidas estão imagens de câmeras de segurança que registraram a roupa utilizada pelo autor no dia do crime, elemento que contribuiu para a identificação do adolescente. Ainda conforme a Polícia Civil, no mesmo dia em que os investigadores chegaram à identidade dos suspeitos, o adolescente viajou para fora do Brasil, permanecendo no exterior até o dia 29 de janeiro, quando foi abordado pela polícia ao desembarcar no aeroporto.

No momento da chegada, um familiar teria tentado esconder um boné rosa e um moletom que estavam com o adolescente. As peças são consideradas relevantes para a investigação. O familiar alegou que o moletom havia sido comprado durante a viagem, porém o próprio adolescente afirmou que já possuía a roupa e que ela foi utilizada no dia do crime.

A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, destacou que a permanência do adolescente fora do país representava risco de fuga e possibilidade de descarte de provas importantes, como o telefone celular.

Segundo o delegado da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) da Capital, as limitações impostas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente exigiram cautela na condução da apuração. “Só conseguimos completar esse quebra-cabeça com a tomada de declarações do adolescente investigado. Em diversos momentos, ele se contradisse e omitiu fatos importantes para a investigação”, afirmou.

Com a conclusão da extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, a Polícia Civil informou que provas já obtidas devem ser confirmadas, além da possibilidade de surgirem novas informações relacionadas ao caso. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que o processo tramita em segredo de Justiça por envolver adolescentes, o que impede a divulgação de detalhes adicionais.

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