O silêncio e o choque tomaram conta da Rua Santos Dumont na manhã desta quinta-feira (5), logo após um atropelamento no bairro Santa Terezinha, em Brusque. Abalada, a motorista Mariângela Bortolini conversou com a Cidade FM e contou como tudo aconteceu no momento em que uma mulher de 50 anos atravessava a via.
Segundo Mariângela, ela seguia pela rua quando percebeu a pedestre atravessando na faixa. A motorista fez questão de rebater comentários sobre possível excesso de velocidade e afirmou que conhece bem o trecho onde o acidente ocorreu. “Eu vinha vendo, embora falassem em alta velocidade, eu não estava, porque eu não sei andar em alta velocidade aqui,” disse, ainda bastante emocionada.
Ela relatou que tentou desviar assim que viu a mulher, mas não conseguiu evitar o impacto. Após a colisão, freou imediatamente, mas a vítima acabou caindo alguns metros à frente. O socorro foi acionado por pessoas que estavam próximas, já que, segundo ela, o estado emocional não permitia reação naquele instante.
Mariângela também destacou que trabalha como motorista de aplicativo há um ano e seis meses, soma mais de 10 mil corridas realizadas e nunca havia se envolvido em um acidente. Ela afirmou que o momento foi um dos mais difíceis que já enfrentou no trânsito.
Encerrando a entrevista, a motorista demonstrou preocupação com a vítima, que era atendida pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros, e resumiu o sentimento que carregava naquele momento: “Ninguém atropela uma pessoa porque quer, né?”. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades.




