O caminho entre a reclamação do dia a dia e a solução dentro da Prefeitura nem sempre é óbvio para quem está do lado de fora. E foi justamente para “abrir essa porta” e explicar como a população pode ser ouvida — com registro, prazo e retorno — que dois nomes centrais da estrutura municipal vieram a público nesta manhã de quinta-feira (5).
A conversa foi ao ar no programa Rádio Revista Cidade, da Cidade FM, com o secretário de Transparência e Accountability, Thomas Haag, e o ouvidor geral da Prefeitura de Brusque, João de Sousa. Na entrevista, os dois detalharam como funciona a ouvidoria, quais canais podem ser usados pelo cidadão e por que a formalização das demandas faz diferença no atendimento.
João explicou que a ouvidoria é a porta de entrada para pedidos e reclamações de diversas áreas — de iluminação pública e buracos em via até roçadas e questões de saúde — e que tudo passa por registro e encaminhamento aos setores responsáveis, com acompanhamento de prazos e cobranças internas quando necessário. “Sim, hoje sou servidor da prefeitura há 13 anos, há quase 2 anos agora como ouvidor geral.” Ele também reforçou que o objetivo é facilitar o contato do cidadão com a Prefeitura e dar retorno por meio do sistema de protocolo.
Thomas destacou que, quando o cidadão registra a demanda pelos canais oficiais, a Prefeitura consegue medir prioridades e organizar melhor as respostas, já que o volume de solicitações serve como indicador do que “está doendo mais” na cidade. Ele lembrou que a ouvidoria é também um processo de cultura e educação, que amadurece com o tempo, na medida em que mais pessoas entendem seus direitos e os caminhos corretos para cobrar soluções.
Em um dos pontos centrais, o secretário chamou atenção para a diferença entre reclamação e denúncia, e como isso exige um tratamento separado para dar mais segurança e evitar distorções. “A denúncia, ela precisa ser identificada.” Segundo ele, essa separação protege os envolvidos e melhora o fluxo interno de apuração, sem desconsiderar comunicações feitas pelo cidadão.
Além disso, Thomas explicou que nem sempre a resposta será a ideal do ponto de vista de quem solicita, porque orçamento e prioridades impõem limites, mas que a manifestação registrada ajuda o poder público a planejar com base em dados reais. “Não moramos na Dinamarca, moramos numa cidade real do Brasil que tem uma limitação de orçamento e que tenta, de forma, com o trabalho, fazer o melhor possível.”




