No Conexão 92 desta quinta-feira (5), a entrevistada foi Edimara Garcia, mãe da pequena Emiliê Maria, criança diagnosticada com neutropenia congênita grave, uma doença genética rara que compromete o sistema imunológico e exige, como alternativa de cura, um transplante de medula óssea.
Desde o ano passado, a família mantém uma campanha permanente em busca de um doador compatível. Apesar da mobilização ter alcançado repercussão estadual e nacional, até o momento nenhum doador foi encontrado. Durante a entrevista, Edimara destacou que a luta precisa ser contínua e que a causa vai além da própria filha, alcançando outras crianças e famílias que enfrentam a mesma realidade.
Segundo ela, qualquer pessoa entre 18 e 35 anos, sem doenças graves, comorbidades ou histórico de câncer, pode se cadastrar como doadora de medula óssea. O cadastro é simples, feito por meio de uma coleta de sangue, semelhante a um exame comum, e pode ser realizado nos hemocentros, com agendamento prévio.
Edimara também esclareceu que o cadastro não é direcionado exclusivamente à Emiliê Maria, mas passa a integrar o banco nacional de doadores, podendo salvar a vida de qualquer paciente compatível. Ela reforçou que o procedimento não é doloroso e que, na maioria dos casos, o doador retoma a rotina normal em até 24 horas.
A mãe relatou ainda as dificuldades enfrentadas com o tratamento fora do domicílio, já que Emiliê Maria iniciará um novo protocolo em Curitiba. Entre os desafios estão os custos com moradia, alimentação e deslocamento, que não são totalmente cobertos pelo auxílio público. Diante disso, a família também organiza ações solidárias para arrecadar recursos.
Emocionada, Edimara ressaltou que encontrar um doador não salva apenas uma vida, mas toda uma família. Ela reforçou o pedido para que a população divulgue a campanha, compartilhe informações e incentive o cadastro no Redome, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.
Quem quiser ajudar pode buscar mais informações nas redes sociais da Emiliê Maria ou entrar em contato pelo telefone (47) 9101-1196. A divulgação e o engajamento seguem sendo fundamentais para manter viva a esperança de um transplante e de um futuro saudável para a criança.




