Farm, Renner, C&A, Approve. Marcas conhecidas em todo o Brasil têm algo em comum que muita gente nem imagina: parte de suas peças é produzida em Brusque, o município catarinense que, há décadas, se consolidou como um dos principais polos de confecção do país e também do Mercosul.
A cidade se destaca pela forte atuação de empresas no modelo Private Label (PL), quando a indústria é responsável pela produção das roupas, mas as peças levam a marca de outras empresas. É nesse formato que a cidade atende grifes e redes varejistas como Farm, Riachuelo, Reserva, DeMillus, C&A, Approve e Renner.
Além disso, são mais de 600 lojas de pronta-entrega, que vendem marcas próprias tanto para o mercado interno quanto para a exportação, movimentando compradores de diversas regiões do Brasil e de países vizinhos.
“Brusque se destaca porque tem uma cadeia quase completa, que vai desde a produção até a exportação, sendo o algodão o único elemento que não é produzido localmente”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Valdir Walendowsky.
Do ponto de vista econômico, a cadeia produtiva têxtil representa quase 40% do PIB de Brusque. Dentro desse setor, as confecções têm peso ainda maior, respondendo por praticamente metade da participação têxtil na economia do município.
“Quando a gente fala da força do setor têxtil de Brusque, a gente está falando das pessoas. São centenas de produtores, pequenas e médias confecções e indústrias que geram emprego, renda e oportunidades para muitas famílias. Esse movimento faz a economia da cidade rodar e coloca Brusque no cenário da moda”, finaliza o secretário.



