Na manhã desta quinta-feira (12), o entrevistado da vez foi o empresário e ativista político Danilo Visconti onde confirmou, em entrevista que deixou o Partido Liberal (PL) e passou a integrar o Republicanos. Segundo ele, a mudança ocorre após divergências internas no PL e pela intenção de seguir fortalecendo o que chama de “movimento conservador”, independentemente da sigla.
Durante a conversa, Visconti explicou que chegou a realizar a filiação ao PL em um ato com presença de lideranças nacionais, mas afirma que, após conflitos no diretório municipal, decidiu solicitar sua desfiliação em 18 de dezembro. Ele disse que não queria permanecer em um “embate” e defendeu que o conservadorismo “é maior do que um partido”.
O entrevistado também contestou versões divulgadas anteriormente de que teria sido expulso do PL. De acordo com ele, a informação surgiu pela mídia, mas ao buscar confirmação no cartório eleitoral, constatou que sua filiação ainda constava ativa. “Quem pediu para sair fui eu”, afirmou, relatando que formalizou a saída e, na sequência, confirmou a entrada no Republicanos.
Ao ser questionado sobre eleições, Danilo disse que não se coloca oficialmente como pré-candidato e que qualquer definição deve ocorrer apenas mais adiante, durante o período de convenções. Ele afirmou que pretende atuar como “soldado do partido”, mas sem abrir mão de uma postura independente, com elogios e críticas à gestão pública quando considerar necessário.
Outro ponto destacado por Visconti foi a defesa de uma atuação política “antissistema”, criticando práticas como troca de cargos e acordos internos. Ele afirmou que pretende continuar usando as redes sociais para levantar demandas da comunidade e diz que seu foco é “mostrar para Brusque o que é uma verdadeira direita”, além de incentivar a participação popular na fiscalização do poder público.
A entrevista também abordou cenário estadual e nacional, incluindo tendências de alianças partidárias e discussões sobre nomes da direita em Santa Catarina. Ao final, Visconti pediu que o eleitorado foque em gestão e cobrança de resultados, e não apenas em disputas entre grupos políticos.



