Do Bérgamo a Botuverá: objetos revelam saga dos primeiros colonizadores

O passado ganha voz, forma e memória dentro do Museu do Imigrante, em Botuverá. Foi para lá que o projeto SC Sobre Rodas, da Rádio Cidade, levou seus ouvintes e internautas em uma reportagem em vídeo conduzida pelo jornalista Dirlei Silva, acompanhado do guia Adilson Favaro. Logo na entrada, o convite já dava o tom da experiência: “O Adilson é o meu guia hoje aqui no Museu do Imigrante. Bora entrar no Museu do Imigrante e conhecer esse trabalho que a Rádio Cidade está fazendo na nossa região.”

Assim que a visita começa, a narrativa mistura as falas do repórter e do guia, criando uma condução dinâmica e didática pela história local. O espaço reúne mais de 1.500 peças originais, entre fotografias, mobílias e objetos pessoais que testemunham a rotina dos primeiros colonizadores. Logo no painel inicial, a linha do tempo relembra que Botuverá já foi distrito de Brusque. Tornou-se município em 9 de junho de 1962, desmembrando-se de Brusque. Sua instalação ocorreu no mesmo ano. Até 1º de julho de 1950, Botuverá era denominado Porto Franco. Ali também aparecem imagens dos primeiros imigrantes italianos e sobrenomes que permanecem presentes na comunidade até hoje, como Raimundi, Bettinelli, Pedrini, Genesini, Tomil, Molinari, Rampelotti e Dognini.

Entre os registros históricos, chama atenção o quadro do primeiro coral local, o Coral Giuseppe Verdi, e, logo na entrada, um elegante carro de mola, carruagem típica das décadas de 1950 e 60. Próximos dali estão arados de tração animal feitos em ferro fundido, todos originais e utilizados pelos colonos. Malas antigas de vários tamanhos reforçam o simbolismo da imigração: cada uma representa sonhos e histórias de famílias vindas da região de Bérgamo, Lombardia no norte da Itália. “Cada peça dessa aqui conta a vida de alguém, um pedaço da história”, comenta o jornalista.

As placas explicativas do acervo trazem bandeiras do Brasil e da Itália, mas o idioma utilizado é o bergamasco, dialeto típico dos imigrantes que colonizaram a região. Entre os itens mais curiosos está um equipamento usado no ciclo do ouro em Botuverá: uma espécie de calha de madeira colocada nos ribeirões para separar o minério, evidenciando que a região já viveu períodos de exploração mineral e circulação de riqueza.

Em um espaço envidraçado, outro objeto chama atenção: uma espada que pertenceu a um soldado da Guerra do Contestado, doada ao museu pelo ex-prefeito, já falecido Zenor Sgrott. No mesmo local, placas antigas de carroças revelam um dado curioso: antigamente, esses veículos eram registrados e tributados pelas prefeituras, um registro datado de 1966 comprova a prática.

Segundo Adilson Favaro, a localização do museu contribui para atrair visitantes. “A vantagem de estar junto com a caverna é que o pessoal vem por causa dela e acaba conhecendo o museu também”, explica, referindo-se às famosas grutas do parque municipal.

Entre as relíquias internas, um guarda-roupa de 1896, a peça mais antiga do acervo,  impressiona pela conservação. Já na área externa, o visitante encontra uma extensão viva da história: estruturas que simulam fornos de calcário, casas de madeira reconstruídas conforme os padrões dos colonos e equipamentos movidos à energia hídrica, demonstrando a engenhosidade dos imigrantes italianos.

O guia detalha o funcionamento de um dos fornos: construído na década de 1950, ele queimava pedras calcárias durante cerca de 75 horas. Antes da descoberta das cavernas da região, a extração envolvia explosivos nas montanhas próximas,  prática posteriormente proibida para preservação ambiental.

A visita termina, com a sensação de que cada canto do espaço respira história. Situado no Parque Municipal das Grutas, na localidade de Ourinho, o Museu do Imigrante preserva a memória da colonização italiana, especialmente da região de Bérgamo, e se consolida como ponto essencial para compreender a formação cultural e econômica de Botuverá.

O local está aberto à visitação:
De terça a domingo
8h às 17h (primavera e verão)
8h às 16h (outono e inverno)
(Segunda-feira: fechado para manutenção.)

Ingresso Normal Adulto: R$ 30,00 Estudantes com apresentação de carteirinha: R$ 15,00 Crianças de 4 a 12 anos: R$ 15,00 Melhor Idade (acima de 60 anos): R$ 15,00 Aluguel de calçados e meias: R$ 5,00

(VÍDEO) Colisão frontal na Alberto Müller deixa motoboy morto e jovem ferida

Um grave acidente de trânsito foi registrado na manhã desta sexta-feira (13), na rua Alberto Müller, no bairro Limeira Alta, em Brusque. A colisão envolveu uma motocicleta Honda CG Titan, de cor preta, e um caminhão guincho da Hyundai. De acordo com as informações apuradas no local, o motociclista, um jovem de 22 anos que trabalhava como motoboy, seguia no sentido centro-bairro quando colidiu frontalmente com o caminhão, que trafegava no...
Continuar lendo...

Identificado motociclista que morreu em grave acidente em Brusque

Foi identificado como Kevyn Eduardo Pereira, de 22 anos, o motociclista que morreu na manhã desta sexta-feira (13), após se envolver em um grave acidente no bairro Limeira, em Brusque. A colisão envolveu uma motocicleta Honda CG, conduzida pelo jovem, e um caminhão guincho da Hyundai. O impacto foi de grande proporção e mobilizou equipes de emergência. O Corpo de Bombeiros e o Samu chegaram a ser acionados para prestar atendimento, mas ao...
Continuar lendo...

(URGENTE) Motociclista de 22 anos morre após colisão com caminhão guincho no bairro Limeira

Um grave acidente de trânsito foi registrado na manhã desta sexta-feira (13), no bairro Limeira, em Brusque. A colisão envolveu um caminhão guincho da Hyundai e uma motocicleta Honda CG. Inicialmente, as informações apontavam que o motociclista, um jovem de 22 anos que trabalhava como motoboy, havia sido socorrido com vida após receber os primeiros atendimentos ainda na via. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram a atuar no local para...
Continuar lendo...