A Justiça de Santa Catarina determinou a internação provisória de dois adolescentes suspeitos de participação na morte de um cão que foi lançado de um prédio no bairro Cordeiros, em Itajaí. A decisão também manteve a prisão preventiva de um jovem de 19 anos apontado como envolvido no caso. A informação foi confirmada pela Polícia Militar.
O episódio aconteceu na noite de quinta-feira (12). Moradores acionaram a polícia após ouvirem um barulho de queda e encontrarem o animal desacordado na calçada, em frente a um prédio abandonado de três andares. Conforme relatos colhidos no local, quatro jovens teriam passado pelo Rio Itajaí-Açu antes de entrarem no imóvel acompanhados de dois cães.
Testemunhas relataram ainda que o grupo teria praticado maus-tratos às margens do rio e, em seguida, levado os animais até o prédio. De acordo com as informações preliminares, um dos cães, de pelagem preta, foi arremessado do edifício. O outro foi encontrado amarrado dentro do imóvel, sendo solto por moradores e encaminhado posteriormente para avaliação e acolhimento.
Com base nas descrições repassadas por testemunhas, a Polícia Militar localizou três suspeitos, com idades de 19, 16 e 15 anos, que foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. O maior de idade foi autuado em flagrante por maus-tratos a animais e, após audiência de custódia realizada na sexta-feira (13), teve a prisão preventiva decretada, permanecendo detido.
Os dois adolescentes tiveram atos infracionais registrados e, por decisão judicial, serão encaminhados neste domingo (15) a uma unidade de internação em São José, na Grande Florianópolis. A medida está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para situações consideradas de maior gravidade.
A morte do animal foi constatada por uma veterinária da Guarda Municipal Ambiental, que identificou lesões compatíveis com queda. A Polícia Científica fará a perícia oficial para confirmar a causa exata do óbito. O segundo cão segue sob os cuidados do Instituto Itajaí Sustentável Ambiental e também passará por exames.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. A identidade dos envolvidos não foi divulgada, conforme determina a legislação.




