Na manhã desta terça-feira (17), o programa Rádio Revista Cidade recebeu o ex-presidente do Sindilojas Brusque, Marcelo Gevaerd, que fez um balanço dos 12 anos à frente da entidade e falou sobre legado, desafios, bastidores do associativismo e futuro.
Gevaerd deixou recentemente a presidência do sindicato, cargo que ocupou por três mandatos consecutivos, após quatro anos como vice-presidente e outros anos como membro da diretoria. Ao todo, soma mais de duas décadas de atuação no sistema sindical e associativista.
“Foram 12 anos de bastante conquistas e muitos aprendizados. Eu digo que foi como estar numa faculdade durante 12 anos seguidos. Ser presidente de uma entidade hoje é um aprendizado constante”, afirmou.
Preparação da sucessão
Segundo Marcelo, a transição foi planejada com antecedência. O novo presidente, Fernando Walendowsky, e a vice-presidente Mari Suzana já vinham sendo preparados há cerca de três anos.
“Tem que vir uma pessoa nova. Assim como eu fui preparado para assumir, nós preparamos o Fernando e a Mari. Eles estão prontos”, destacou.
Ele também ressaltou a importância das lideranças que o orientaram ao longo da trajetória, como Luciano Hang, Tamica e Vavá, seu vice-presidente durante a gestão.
“Tive pessoas que me deram respaldo. Como dizia meu pai, eu tinha costa larga para tomar decisões.”
Permanência na Fecomércio
Embora tenha deixado a presidência do Sindilojas, Marcelo continua como vice-presidente do varejo na Fecomércio-SC, com mandato até agosto, e deve permanecer por mais quatro anos.
Apesar disso, deixou claro que não tem interesse em disputar a presidência da federação nem ingressar na política.
“Não é o que eu quero. Eu gosto do meu negócio, gosto de estar na minha empresa. Não tenho nenhuma pretensão política”, afirmou.
Ele revelou, inclusive, que chegou a ser incentivado a disputar cargos maiores dentro da Fecomércio e até mesmo na política local, mas recusou.
“Eu sei que se eu entrar nesse caminho, eu vou gostar. E se eu gostar, sei onde isso pode chegar. Mas não é o meu propósito.”
Legado e conquistas no Sindilojas e na Fecomércio
Entre os principais legados citados por Marcelo estão:
* O fortalecimento do diálogo entre entidades e poder público;
* A participação ativa em decisões na Confederação Nacional do Comércio (CNC);
* O projeto de videomonitoramento da cidade;
* A campanha Comércio Local é Legal;
* A articulação para implantação da escola do SESC em Brusque;
* O apoio à construção da quadra poliesportiva comunitária.
Ele também destacou a atuação conjunta com a Fecomércio para recuperação financeira da entidade estadual.
“Pegamos uma federação com dificuldades e hoje ela tem mais de R$ 24 milhões em caixa. Isso mostra gestão.”
Infraestrutura e demandas regionais
Marcelo voltou a defender o aumento da velocidade em trechos da rodovia Antônio Heil, tema que vem sendo debatido junto ao Governo do Estado.
“Nós não pedimos 110 km/h na rodovia inteira. Pedimos em trechos específicos onde não há área residencial. A lei permite. Se em Criciúma pode, aqui também pode”, argumentou.
Ele afirmou que o governador Jorginho Mello sinalizou positivamente para a possibilidade após a conclusão de obras estruturais na via.
Preparação para a saída
Marcelo revelou que passou um ano se preparando emocionalmente para deixar a presidência.
“A gente tem que estar preparado para a saída. Eu trabalhei isso durante um ano. Estou tranquilo.”
Ele encerrou a entrevista reforçando que continuará contribuindo com o associativismo, mas sem pretensões políticas ou cargos maiores.
“Foram 12 anos fantásticos. Agora é hora de deixar os jovens assumirem e seguirem em frente.”




